Foi ao meio-dia de um domingo surpreendentemente ensolarado, que
o até então vice Tornassol se deixou levar, por
pura afobação, pelo AAAP, de Economia. O time de
Engenharia Química entrou em campo com expectativa de mais
uma goleada, mas, por excesso de confiança somado a uma
carência de estratégia, acabou se entregando de braços
abertos à marcação do adversário.
O placar final, de 1 a 0, demonstrou, entretanto, que, apesar
de mal estruturado, havia habilidade no jogo das duas equipes,
tornando a disputa extremamente tensa aos olhos do espectador.
O início do primeiro tempo já foi marcado pela
ânsia dos vice-campeões em chegar ao gol. Sem praticamente
nenhum passe, todo mundo queria virar atacante e levar a bola
à área de uma só vez. Destaque, entretanto,
para Rafael, o aparentemente líder do grupo, que exerceu
duas ótimas defesas na zaga: uma aos quatro e outra aos
oito minutos, quando impediu de cabeça que o adversário
abrisse o marcador. Aos doze, uma bela tentativa de gol do time;
impedida pela brilhante atuação José Bruno,
goleiro do AAAP, que também merece reconhecimento por
ter segurado, muitas vezes sozinho, as bicadas dos quadriculados.
A primeira grande demonstração foi aos sete minutos,
quando não deixou entrar a bola bem trabalhada por Felipe
Eduardo, camisa dez da equipe adversária. Apenas três
minutos depois, mais uma, a seu canto esquerdo. Do outro lado
do campo, uma surpresa. Márcio, do Torna, substituiu
o goleiro Dan, ausente na partida. Sem decepcionar, sua atuação
foi digna de goleiro titular. Defendeu ainda melhor durante
todo o jogo, compensando as falhas do restante do time. As melhores
demonstrações vieram ao fim da primeira etapa,
ao agarrar a cobrança de falta aos dezessete e a bola
que vinha à sua direita, aos dezoito.
O segundo tempo começou bem melhor para o lado do Tornassol,
que resolveu armar melhor as jogadas e ir com mais calma ao
ataque. Dudu passou para Thiago, em jogada bem trabalhada aos
sete minutos, mas a defesa de Zé Bruno impediu a pontuação.
Por medo de tomar gol, por outro lado, a equipe de Economia
se manteve concentrada atrás, negligenciando o meio de
campo. A estratégia não foi inteiramente ruim,
já que a marcação sobre o grupo de Engenharia
Química aumentou e, assim, suas oportunidades diminuíram.
Alguns minutos à frente, o desespero cresceu sobre o
time, abrindo espaço para o AAAP. E foi justamente nessa
brecha que Vinícius marcou no último minuto da
partida. A reação do camisa 16 do Torna, Rafael,
foi isolar a bola ao perceber que não iria para casa
feliz.
O que mais atrapalhou a atuação do time perdedor
foi a falta de entrosamento entre os jogadores. Cada um entrou
em campo com suas táticas pessoais, sem nenhuma combinação
em equipe. Para que consiga, então, fazer bonito mais
uma vez na Copa Campus, o Torna vai precisar baixar o ego e
fazer o que já deveria ter feito há muito tempo:
treinar, experimentar. Com essa política do “cada
um por si e Deus por todos” mais derrotas virão
pela frente. A vitória do AAAP adiou a definição
dos classificados pelo grupo Fernando Henrique. Os quatro times
que o compõem somam três pontos. Cada um vem de
uma vitória e de uma derrota. No próximo fim de
semana, o Tornassol, vice-líder pelo saldo de gols, enfrentará
o líder, Geomata. O AAAP lutará para se classificar
em jogo contra o FFC. Com times cheios de garra em busca do
título, o grupo F promete fortes emoções
na briga pela vaga na segunda fase da 8ª Copa Campus.