“É jogo, é guerra!”
Luiza Barreto

Pelas quartas de final, estreante e vice-campeão se enfrentaram para decidir quem seguiria vivo na disputa. Novato com jeito de gente grande, o Nacional impressionou na competição e o Tornassol chegou a mais esta fase, agora de mata-mata, preparado para jogar do jeito que gosta – e se não gosta pelo menos é bem acostumado – sob pressão da sua torcida feminina, que da arquibancada dava as dicas para o time em campo. Os 40 minutos regulares não foram suficientes para decidir a partida, que terminou empatada em 2 a 2, e o Nacional ficou com a vaga, na disputa por pênaltis.
A equipe de Direito começou apostando no toque de bola, contra o estilo “caliente” dos engenheiros químicos. Mas o Nacional, que jogou bem durante toda a competição, não conseguiu colocar nas quatro linhas o bom futebol que vinha apresentando no campeonato e o primeiro tempo foi dominado pelo Torna. A zaga do Direito teve muito trabalho e contou com o auxilio da sorte, que nos momentos de bate-rebate na área, insistia em não deixar o azul e rosa comemorar seu primeiro gol.
Pelo caminhar da partida, o gol do Tornassol era apenas uma questão de tempo, mas Márcio Assayag, que até então só trabalhara uma vez no jogo, profetizava debaixo das traves: “Gente, quem não faz leva”. A sorte parecia estar com o Nacional. Arthur Pimentel entrou bem na partida e em um bate-rebate na área, empurrou para as redes e abriu o placar no finzinho do primeiro tempo.
O Tornassol não soube converter sua superioridade em gols e voltou do intervalo correndo atrás no marcador. Felipe Amaral e Guilherme Bieler ficaram de fora, dando lugar para Daniel e Pedro. Na vontade de chegar, o Tornassol começou a fazer faltas logo no início, o que poderia complicar sua situação, mas o time colocou a cabeça no lugar e voltou a dominar a partida. As grandes chances do primeiro tempo foram de Thiago Barral e Guilherme Bieler, mas o nome da segunda etapa foi Rafael Nassar, que limpou no meio de campo, driblou dois, chutou forte e deixou tudo igual. Enquanto o Torna foi com tudo para cima, o Nacional manteve seu estilo, procurou tocar mais bolas e observar o jogo, mas ainda assim não levava perigo ao goleiro da engenharia, que viu de longe Thiago Barral marcar de cabeça o seu. Era a virada do Tornassol.
A situação estava à moda azul e rosa. O Torna estava prestes a conseguir a vaga de virada, na raça e no suor, mas Arthur Pimentel voltou para o campo e empatou para o Nacional. Nos últimos lances do jogo, os futuros engenheiros ficaram perdidos e viram Pimentel quase marcar seu terceiro, mas não foi desta vez. A dúvida seguiria por mais alguns minutos.
Uma última reunião no meio de campo. Talvez pela última vez o grito de guerra nesta edição. Diego Gusmão, Arthur Pimentel e Rafael Gonçalves converteram para o Nacional. Rafael Nassar, Guilherme Bieler e Felipe Eduardo para o Tornassol. Nas cobranças alternadas Eduardo Bolsonaro, Fábio Zimbardi, Hugo Carvalho, Rafael Cavalieri e Eduardo Fonseca balançaram as redes. O time do Nacional, abraçado no meio de campo gritava: “Vai acabar”, enquanto Pedro Milioni se aproximava da bola. Acabou! Nelson Tinoco defendeu e garantiu o Nacional nas semifinais.
No próximo domingo, o Nacional enfrentará o Panela para decidir quem seguirá até a grande final.