Pelas quartas de final, estreante e vice-campeão se
enfrentaram para decidir quem seguiria vivo na disputa. Novato
com jeito de gente grande, o Nacional impressionou na competição
e o Tornassol chegou a mais esta fase, agora de mata-mata, preparado
para jogar do jeito que gosta – e se não gosta
pelo menos é bem acostumado – sob pressão
da sua torcida feminina, que da arquibancada dava as dicas para
o time em campo. Os 40 minutos regulares não foram suficientes
para decidir a partida, que terminou empatada em 2 a 2, e o
Nacional ficou com a vaga, na disputa por pênaltis.
A equipe de Direito começou apostando no toque de bola,
contra o estilo “caliente” dos engenheiros químicos.
Mas o Nacional, que jogou bem durante toda a competição,
não conseguiu colocar nas quatro linhas o bom futebol
que vinha apresentando no campeonato e o primeiro tempo foi
dominado pelo Torna. A zaga do Direito teve muito trabalho e
contou com o auxilio da sorte, que nos momentos de bate-rebate
na área, insistia em não deixar o azul e rosa
comemorar seu primeiro gol.
Pelo caminhar da partida, o gol do Tornassol era apenas uma
questão de tempo, mas Márcio Assayag, que até
então só trabalhara uma vez no jogo, profetizava
debaixo das traves: “Gente, quem não faz leva”.
A sorte parecia estar com o Nacional. Arthur Pimentel entrou
bem na partida e em um bate-rebate na área, empurrou
para as redes e abriu o placar no finzinho do primeiro tempo.
O Tornassol não soube converter sua superioridade em
gols e voltou do intervalo correndo atrás no marcador.
Felipe Amaral e Guilherme Bieler ficaram de fora, dando lugar
para Daniel e Pedro. Na vontade de chegar, o Tornassol começou
a fazer faltas logo no início, o que poderia complicar
sua situação, mas o time colocou a cabeça
no lugar e voltou a dominar a partida. As grandes chances do
primeiro tempo foram de Thiago Barral e Guilherme Bieler, mas
o nome da segunda etapa foi Rafael Nassar, que limpou no meio
de campo, driblou dois, chutou forte e deixou tudo igual. Enquanto
o Torna foi com tudo para cima, o Nacional manteve seu estilo,
procurou tocar mais bolas e observar o jogo, mas ainda assim
não levava perigo ao goleiro da engenharia, que viu de
longe Thiago Barral marcar de cabeça o seu. Era a virada
do Tornassol.
A situação estava à moda azul e rosa. O
Torna estava prestes a conseguir a vaga de virada, na raça
e no suor, mas Arthur Pimentel voltou para o campo e empatou
para o Nacional. Nos últimos lances do jogo, os futuros
engenheiros ficaram perdidos e viram Pimentel quase marcar seu
terceiro, mas não foi desta vez. A dúvida seguiria
por mais alguns minutos.
Uma última reunião no meio de campo. Talvez pela
última vez o grito de guerra nesta edição.
Diego Gusmão, Arthur Pimentel e Rafael Gonçalves
converteram para o Nacional. Rafael Nassar, Guilherme Bieler
e Felipe Eduardo para o Tornassol. Nas cobranças alternadas
Eduardo Bolsonaro, Fábio Zimbardi, Hugo Carvalho, Rafael
Cavalieri e Eduardo Fonseca balançaram as redes. O time
do Nacional, abraçado no meio de campo gritava: “Vai
acabar”, enquanto Pedro Milioni se aproximava da bola.
Acabou! Nelson Tinoco defendeu e garantiu o Nacional nas semifinais.
No próximo domingo, o Nacional enfrentará o Panela
para decidir quem seguirá até a grande final.