Para quem quase garantiu bronze na última Copa Campus,
ser goleado em duas rodadas consecutivas por uma mesma vergonha
de 5 a 1 é um tanto quanto humilhante. O coitado da vez
é o ex-quarto colocado Parças, agora em último
no Grupo Zico e quase primeiro a já pensar em voltar
pra casa. Já o dono das cinco marcas deste último
domingo foi o habilidoso Nacional, que só aguarda conflito
com Giga Ohms para se ratificar líder da chave.
A estratégia já começou errada no lado
dos perdedores, que decidiram se concentrar na área sem
marcar presença no próprio campo. O espaço
de cara já foi então aberto para a equipe de Direito,
que manteve a calma e o jogo armado por quase toda a disputa.
O controle, entretanto, não se deu logo de início.
Renan deixou a ambição subir à cabeça
tentando se lançar ao ataque sem saber se colocar na
real posição. O resultado da euforia desconcertada
foi uma bola mais fora que dentro de campo nos primeiros minutos,
impedindo boas realizações do time vencedor.
Aos quase dois do primeiro tempo, foi quando o jogo realmente
começou. Paulo Eduardo, um dos grandes destaques do Nacional,
mandou belos dribles até a área adversária,
quase marcando bonito o primeiro do placar. Quem abriu, de fato,
foi Daniel Nogueira, minutos depois. A bola foi bem trabalhada
e entrou de primeira com lance dado por Daniel de longe das
traves, o resultado: Golaço!
A equipe de Engenharia de Produção manteve a tática
do “negligenciar a defesa e o meio-de-campo”, enquanto
os adversários seguravam todas as suas tentativas com
barreira altamente estruturada. O que dava para sentir no grupo
era um entrosamento que o Parças não tinha; o
time todo cooperava com o goleiro, enquanto que o do outro lado
se bancava quase que completamente sozinho. Essa questão
ficou nítida aos dezesseis, quando Rafael Pessoa da equipe
alvi-verde tentou percorrer todo o campo sem deixar que os companheiros
tocassem na bola, não conseguindo, obviamente, chegar
à área. Aos dezoito, entretanto, uma surpresa:
André Luiz marcou de bobeira o único gol do time
perdedor. Tão rápido que quase não deu
pra ser visto, o lance desviou da defesa e entrou na rede por
sorte. Os últimos minutos foram de desânimo para
o Nacional, que já aparentava cansaço e uma certa
insegurança, errando de longe todos os tiros até
o fim deste primeiro tempo.
Na segunda etapa, todavia, o grupo entrou mais concentrado.
Resultado: Gol de Renan Torres, logo aos primeiros segundos.
Em seguida, linda bola de Daniel Nogueira, mais uma vez, embora
bem segurada por Fulano (goleiro do Parças). Aos quatro,
o espetáculo se deu na zaga, com intervenção
de Eduardo Bolsonaro de cabeça. O cronômetro corria
e os dois times resolveram se arriscar e avançar mais.
Por pouco o Bruno Vasconcelos não diminuiu a diferença
para a Produção, levando a bola ao travessão.
A apenas dez minutos para o fim da partida, a equipe de Direito
resolveu golear bonito. A vez foi novamente de Nogueira, que
marcou direto de seu canto esquerdo do campo. Aos dezesseis
a tensão foi crescendo e o Parças foi perdendo
toda a estrutura. Sem atenção à própria
área, a bola pôde entrar sem obstáculos
através agora de Eduardo Fonseca, o 44 do Nacional. Só
para fechar com o tradicional de 5 a 1, golaço de Arthur
Pimentel nos últimos segundos.
O que estaria ocorrendo aos ex-semifinalistas não se
pode saber. Único time a não pontuar na segunda
fase do campeonato, o Parças enfrentará o bicampeão
Concreto Protendido, na próxima fase. O Nacional, por
outro lado, se coloca em lugar de certa preocupação
para as demais adversárias. Como já dito, a espera
pelo conflito contra Giga Ohms, no próximo dia 11, é
crucial para que se ratifique a posição de liderança
no grupo. Fortes emoções nos aguardam na rodada
de classificação para as quartas-de-final!