Em um jogo marcado pelos inúmeros erros da arbitragem e
por uma áspera discussão no segundo tempo, o time
do Mangue, de Geografia, e o Produsoccer, do curso de Engenharia
de Produção, empataram em 2 a 2. Apesar de tanta
confusão durante a partida, foi possível notar um
jogador de boa técnica e segurança. O zagueiro Heitor
Augusto, do time do Mangue, mesmo sendo expulso bizarramente,
fez uma bela apresentação, alternando momentos em
que era um verdadeiro “xerife” na defesa com boas
subidas ao ataque, e pode brigar por uma vaga na seleção
da rodada.
Mesmo antes do jogo começar, a torcida do Mangue já
fazia um espetáculo na arquibancada, com direito a fumaças
coloridas, faixas, papel higiênico e muito barulho, transformando
o Colégio Batista na Bombonera do time. Talvez esse apoio
tenha sido a principal causa para o ímpeto inicial do time
de Geografia, tanto que, aos 4 minutos, depois da bola “pipocar”
na área do time do Produsoccer, Heitor Augusto se fez presente
e só empurrou para o gol, abrindo o placar do jogo. Logo
em seguida, Diego Naar acertou a trave em uma cobrança
de falta. O Mangue tinha mais a posse de bola, e quase chegou
ao segundo gol, após bela jogada de Bernardo Jóia,
na qual driblou dois jogadores, mas acabou concluindo mal. Logo
no minuto seguinte, o jogador foi recompensado: após uma
roubada de bola, Diogo deu um passe “açucarado”
para Jóia, que chutou cruzado e aumentou a vantagem para
2 a 0. O Produsoccer, acuado pela “blitz” ofensiva
do Mangue, procurava explorar os contra-ataques, mas encontrava
dificuldade em armar as jogadas, pois não havia no time
um jogador capaz de tal proeza. Mas nem tudo era perfeito na atuação
do time do Mangue. De tanto cometer faltas, o time de Geografia
cedeu um tiro direto para o Produsoccer, e Pedro Henrique, talvez
o único lúcido do time, não disperdiçou:
chute forte no canto, diminuindo assim a diferença para
2 a 1. O Mangue sentiu o gol, e ficou desnorteado. Um sinal disso
foi o segundo gol do Produsoccer, marcado novamente por Pedro
Henrique, em um lance em que a bola cruzou toda a área,
após cobrança de lateral, e o jogador subiu sozinho
para cabecear. Percebendo que se não mudasse a sua atitude
o time sofreria uma virada antes do final do primeiro tempo, os
jogadores do Mangue acordaram e procuraram fazer o terceiro, como
na cabeçada de Heitor Augusto, aos 17, e nos lances de
Bernardo Jóia.
No intervalo, ouvia-se claramente reclamações, vindas
tanto da torcida quanto de dentro de campo, em relação
à atuação do árbitro. Logo no início
da segunda etapa, Daniel Borges, do Mangue, não dominou
a bola e perdeu uma chance incrível de gol, após
uma bela trama de passes do time. Aos 8 minutos, um lance polêmico:
Nikollas, do Produsoccer, aplicou uma típica “cama-de-gato”
em Heitor Augusto, mas o juiz não marcou, o que irritou
muito a torcida presente. O jogo começou a ficar mais acirrado,
com entradas perigosas, como a de Nikollas, do time de Engenharia
de Produção, que levou a receber um cartão
amarelo. O Mangue passou a se preocupar mais em reclamar do juiz
do que em jogar futebol, o que fez com que o time caísse
muito de produção no segundo tempo. Aos 12 minutos,
Heitor Augusto foi expulso erradamente, o que levou o time de
Geografia novamente à loucura. No meio do segundo tempo,
mais confusão: Rafael Machado, do Produsoccer, e Diego
Naar, do Mangue, se desentenderam após uma falta e começaram
a discutir. Porém, foram rapidamente separados por jogadores
e pela organização do campeonato. No final do jogo
o Produsoccer ainda teve uma chance com Pedro Henrique, em um
tiro direto, mas que foi disperdiçada.
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