Vai, Fummus
Maria Penna

Mais hilariante que assistir às peripécias das equipes durante os jogos, é ouvir os berros recheados (ora de xingamentos, ora de bajulações) das namoradas dos jogadores. Por sorte acabei sentando bem ao lado de algumas na arquibancada, na disputa entre Fummus Boni Iuris, de Direito, contra o UTI, de Educação Física. A certeza, então, foi imediata: estava prestes a presenciar um verdadeiro show, não à frente, no campo, mas ali mesmo, na platéia!
O espetáculo não estava, entretanto, em qualquer manifestação, mas em uma especificamente. Toda vez que a bola se aproximava de Thiago Ferreira, do UTI ouvia-se uma voz bem aguda gritando “Vai Amor!”. É possível captar a dramaticidade disso? Não era “Vai Thiago” ou “Vai UTI”. Era “Vai Amor” mesmo, com toda a vontade que se possa imaginar.

O “amor”, entretanto, não parecia cooperar. O UTI estava desestruturado, desarmado. O único real estrategista era o goleiro Bruno, que se destacava com grandes defesas. Já no primeiro minuto de jogo, quando evitou gol certo, em chute no seu canto esquerdo. A área frontal do mesmo estava livre para a equipe do Fummus Boni Iuris, já que não havia marcação suficiente, levando o primeiro gol através de Adriano de Oliveira, aos 6 minutos da primeira etapa. Melhor em campo, o time de Direito chegou a vitória com outros gols de Vinicius Machado e Jonas respectivamente. Os gritos da namorada do camisa 9 do UTI não surtiaram efeito, mas pelo menos Allan Carvalho marcou o gol de honra da equipe, que nada mais pôde fazer para evitar a derrota na estréia.

Para não ficar na “UTI” no torneio, o time de Educação Física vai precisar de muito mais que “amor” na segunda rodada. Em caso de nova derrota, a eliminação será quase inevitável. Já o Fummus fica em situação tranqüila no grupo e comemora seu melhor início de Copa Campus em sua história de quatro participações na competição.