Mais hilariante que assistir às peripécias das equipes
durante os jogos, é ouvir os berros recheados (ora de xingamentos,
ora de bajulações) das namoradas dos jogadores.
Por sorte acabei sentando bem ao lado de algumas na arquibancada,
na disputa entre Fummus Boni Iuris, de Direito, contra o UTI,
de Educação Física. A certeza, então,
foi imediata: estava prestes a presenciar um verdadeiro show,
não à frente, no campo, mas ali mesmo, na platéia!
O espetáculo não estava, entretanto, em qualquer
manifestação, mas em uma especificamente. Toda vez
que a bola se aproximava de Thiago Ferreira, do UTI ouvia-se uma
voz bem aguda gritando “Vai Amor!”. É possível
captar a dramaticidade disso? Não era “Vai Thiago”
ou “Vai UTI”. Era “Vai Amor” mesmo, com
toda a vontade que se possa imaginar.
O “amor”, entretanto, não parecia cooperar.
O UTI estava desestruturado, desarmado. O único real estrategista
era o goleiro Bruno, que se destacava com grandes defesas. Já
no primeiro minuto de jogo, quando evitou gol certo, em chute
no seu canto esquerdo. A área frontal do mesmo estava livre
para a equipe do Fummus Boni Iuris, já que não havia
marcação suficiente, levando o primeiro gol através
de Adriano de Oliveira, aos 6 minutos da primeira etapa. Melhor
em campo, o time de Direito chegou a vitória com outros
gols de Vinicius Machado e Jonas respectivamente. Os gritos da
namorada do camisa 9 do UTI não surtiaram efeito, mas pelo
menos Allan Carvalho marcou o gol de honra da equipe, que nada
mais pôde fazer para evitar a derrota na estréia.
Para não ficar na “UTI” no torneio, o time
de Educação Física vai precisar de muito
mais que “amor” na segunda rodada. Em caso de nova
derrota, a eliminação será quase inevitável.
Já o Fummus fica em situação tranqüila
no grupo e comemora seu melhor início de Copa Campus em
sua história de quatro participações na competição.
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