Nacional vence e leva o primeiro título para a Faculdade Nacional de Direito
Assis Chateaubriand

Com toda justiça e merecimento o Nacional foi o grande campeão da 8ª edição da Copa Campus, se tornando o sexto time da nobre galeria de vencedores da competição. Jogando um futebol que ainda não tinha mostrado no torneio, o time de Direito não deu espaços para a forte e aguerrida equipe do Atuária, então favorita ao título, e venceu por 3x1 levando para o histórico prédio da Faculdade Nacional de Direito (FND) a taça da Copa.

Num dia muito festivo no Colégio Batista, que recebeu mais de 200 pessoas, público que também prestigiou as finais da Copa Feminina, O Nacional entrou em campo disposto a acabar com o favoritismo do adversário, que vinha de duas excelentes vitórias nas quartas e semifinais. Logo no início, quase chegou ao gol com Daniel Nogueira. Mas seria Arthur que marcaria o primeiro gol do time azul e amarelo. Depois de disputar jogada na meia, o atacante chutou no canto do goleiro Sandro, colocando o Nacional em vantagem. O gol incendiou o jogo e o Atuária, que passou a pressionar, principalmente com Fabio Alcântara e Caio César. Porém, mantendo a excelente média de grandes atuações que lhe deram o prêmio de melhor goleiro do campeonato, Nelson Tinoco foi a segurança que o time precisava para manter o domínio técnico, tático e psicológico da partida. Empurrados por um grande número de animados torcedores, os futuros advogados mantiveram a vantagem na primeira etapa.

O segundo tempo prometia ser de muita disputa e foi só o jogo começar para essa expectativa se confirmar. Os jogadores voltaram mais nervosos e alguns lances ríspidos aconteceram. Fabio Alcântara, do Atuária, e Nelson Tinoco, do Nacional, foram expulsos, depois de se estranharem diversas vezes. Antes desse lamentável episódio, porém, o atacante do Atuária empatou a partida, escorando cobrança de escanteio pela direita. Mas o empate não duraria muito. Menos de dois minutos depois, Guilherme Gabrielli tabelou na ponta direita e chutou cruzado, colocando o Nacional mais uma vez em vantagem. O Atuária insistia nas jogadas pelas laterais, mas a marcação do adversário era quase perfeita. O gol do título, o terceiro da equipe, foi marcado pelo líder e capitão Eduardo Bolsonaro, o He-Man, que saiu comemorando muito, pois o jogo estava perto do fim. Após as duas expulsões, o Atuária parece ter se entregado e só não sofreu mais gols pela displicência dos oponentes, que pareciam sentir que o título estava próximo. E realmente estava. Numa era onde no futebol profissional os advogados esportivos parecem ter tanto poder de decisão quanto os grandes atacantes e craques, não deixa de ser agradável e bonito ver futuros advogados e/ou juízes “baterem o martelo” dentro de campo e decidirem um jogo de futebol com raça, técnica, vontade, determinação e habilidade, elementos fundamentais para um time campeão.

O ponto negativo da festa foi o comportamento da torcida de Direito, que em alguns momentos, faltou com o respeito aos adversários e aos presentes ao Batista, falando palavrões e ofendendo colegas. A atual fase das torcidas cariocas – e brasileiras – que aos poucos deixam de lado as ofensas e brigas e adotam o incentivo e a criatividade - não condiz com a atitude da torcida campeã, ainda mais com o Nacional, o campeão da bola e do fair play da 8º Copa Campus da UFRJ.

8ª Copa Campus

Campeão: Nacional (Direito)
2º Lugar: Atuária FC (Ciências Atuariais)
3º Lugar: Panela (Educação Física)
4º Lugar: Concreto Protendido

Artilheiro: Carlos Alexandre (Onze Homens e um Segredo) – 14 gols
Melhores Jogadores: Felipe Andriotti (Tramóia) e Rafael Dutra (Panela)

Seleção:

Nelson Tinoco (Nacional)
Rodrigo Uchoa (Atuária FC)
Vitor Selles (Atuária FC)
Felipe Andriotti (Tramóia)
Victor Furtado (Atuária FC)
Daniel Nogueira (Nacional)
Rafael Dutra (Panela)