Vitória de garra e de sorte em busca do Tri
Assis Wainer

Se antiguidade é posto, Concreto Protendido e Tramóia entraram em campo no domingo defendendo os seus. Único time ainda em atividade a ter participado de todas as Copas, junto com o Onze Homens, o Tramóia bem que tentou, mas não conseguiu suportar a força do Concreto, que só não participou da edição de estréia do torneio. Num jogo muito disputado e de certa forma equilibrado, o time de Engenharia venceu por 6x3 e se garantiu na sua quinta semifinal de Copa Campus.
Logo aos 2 minutos, Ruy mostrou o cartão de visitas do seu time, obrigando o bom goleiro Perrota, do Tramóia, a fazer excelente defesa. Na seqüência do lance, Paulo Leandro escorou cruzamento abrindo o marcador para o Concreto. Mas o perigo para o time amarelo vinha de longe, nos chutes quase certeiros dos jogadores do curso de Administração. Depois de fazer duas grandes defesas, André “Muralha” ficou boquiaberto com o gol de empate do adversário. Provavelmente até o autor tenha ficado. Exatamente na marca do meio de campo, perto da linha lateral, Felipe Andriotti virou o corpo e pegou de primeira um lateral cobrado por Marcos. A bola morreu no canto direito das redes, num dos gols mais bonitos desta edição da Copa. Apesar da igualdade, o Concreto era melhor em campo, marcando e fazendo boas jogadas de ataque. Já o Tramóia não conseguia chegar na área adversária, muito pelo bom primeiro combate dado pelos atacantes “protendidos”, e tinha como única jogada os chutes de longe, que quase sempre levavam perigo. Aos 10’, numa das raras vezes que conseguiu chegar tocando a bola, o Tramóia quase desempatou em chute de Felipe Rangel que passou raspando pela trave. Aos 13’, veio o segundo gol do time de Engenharia: Marcel Bastos, o “Tourão” completou cruzamento certeiro de Ruy Garcia, 2x1. O gol deu mais tranqüilidade ao Concreto, que ainda fez mais um, com Diogo Negri. Antes do final do primeiro tempo, ainda teve espaço para mais duas grandes defesas da dupla André e Perrota, goleiros que se destacavam numa partida marcada, até então, por muitos chutes a gol. Ao todo no primeiro tempo foram 14 para o time de Engenharia e 16 para o de Administração.
O Tramóia voltou um pouco melhor para a etapa final e passou a pressionar o oponente, que levava perigo nos contra-ataques. Num deles, Wellington acertou a trave. Mas aos 6 minutos, Renan botou mais fogo no jogo, ao fazer um golaço num chute do meio-campo. O Concreto acusou o golpe e se desconcentrou um pouco, permitindo o empate do adversário: depois de excelente tabela com Fabio Andrade, Andriotti fez seu segundo gol na partida. O jogo ficou muito equilibrado, com chances desperdiçadas por ambos os times, até que um lance praticamente selou o destino do confronto. Sergio Costa arriscou um chute de longe, que nem saiu tão forte e certeiro como é o normal do jogador, e a bola iria para as mãos de Perrota. Mas, numa daquelas que só o futebol consegue aprontar para o ser humano, os deuses do esporte bretão resolveram, ao invés de premiar o melhor jogador da partida, castiga-lo: Andriotti colocou o pé na bola para tirar da direção do gol e acabou marcando seu 3º gol no jogo, só que agora contra. O lance foi uma ducha de água fria nos jogadores do Tramóia, que praticamente se entregaram, sentindo o lance de azar que definiu o jogo. Aos 17’, Vinicius marcou um golaço, quase sem ângulo e no último lance do jogo, Ruy deixou o seu e completou a goleada de sua equipe.
Na semifinal o Concreto enfrenta o Atuária na reedição da final da 3ª Copa Campus, quando conquistou seu bicampeonato. Já o Tramóia cai de pé e leva consigo um dos destaques individuais dessa Copa: Felipe Andriotti, o herói e vilão de uma partida de valentes guerreiros.