A história da Copa Campus já registra mais de
350 jogos desde seu início em 2004. Em poucas vezes –
ou mesmo nunca – uma equipe teve atuação
tão perfeita individual e coletivamente quanto a do Atuária
no último domingo, na vitória de 4x0 sobre o atual
campeão G&D. Marcando muito bem, quase não
errando passes, mostrando muita eficiência nos ataques
e, sobretudo, com muita disposição e determinação,
o time de Ciências Atuariais transformou o forte e conceituado
adversário numa equipe fácil de ser batida. Com
a vitória será a terceira vez que a equipe disputará
uma semifinal de Copa (as outras duas, ainda como Corrupção,
foram na 3ª edição, quando a equipe chegou
ao vice-campeonato, e na seguinte, a 4ª, quando perdeu
na semifinal para o Onze Homens e um Segredo e acabou ficando
com o 4º lugar).
Como era esperado, o início da partida foi muito truncado
e um aparente equilíbrio dava a impressão de que
seria um jogo muito igual até o final. No entanto, logo
o Atuária tomou as rédeas e assumiu o controle
das ações. Com um futebol envolvente e ainda não
visto nessa Copa, o antigo Corrupção praticamente
não deu chances ao G&D. O goleiro Thiago ainda tentou,
fazendo excelentes defesas na primeira metade do primeiro tempo,
em chutes de Caio, aos 5’, Fabio Alcântara, aos
8’ e Vitor Selles, aos 10’. Bruno Pena, o jogador
mais lúcido do time de Ciências da Computação
e que lembra o jeito de jogar de Kaká, também
fazia sua parte, mas o domínio do adversário era
tão grande que ele abandonou a parte ofensiva para ajudar
a equipe na defesa. Basicamente o grande mérito do Atuária
era neutralizar as duas principais jogadas ofensivas do G&D:
o lançamento rápido de Thiago para o pivô
Moysés ajeitar para os chutes de Bruno e Leizer, ou mesmo
tentar umas viradas, a especialidade do atacante; e justamente
a saída de bola de Bruno, um jogador de muita habilidade
e inteligência ofensiva. Além disso, Vitor Selles
e Fabio Alcântara estavam em tarde inspirada, e Rodrigo
Uchoa era praticamente uma parede intransponível. E foi
ele o autor do primeiro gol do jogo, aos 16’. Depois de
mais uma grande defesa em falta cobrada por Fábio Alcântara,
Thiago nada pôde fazer para evitar o complemento certeiro
de uma bonita tabela realizada entre Rodrigo e Vitor Furtado,
com gol do primeiro. Antes do final do primeiro tempo, o mesmo
Vitor Furtado acertou um belo chute de fora da área para
fazer o segundo gol de sua equipe. O 2x0 acabou saindo barato
para o G&D.
Mais organizado e tendo que correr atrás de um resultado
negativo, o time de Informática parecia ter se encontrado
na partida no início do segundo tempo. Logo aos 4 minutos,
o goleiro Sandro foi obrigado a fazer grande defesa em chute
de Moysés. Aqui vale um parêntese. O G&D não
fazia uma partida ruim. Nem no primeiro tempo. Quem estava muito
bem era o Atuária, que não deixava o adversário
jogar. Aos 6’, Vitor Furtado deu o troco finalizando com
perigo uma bela jogada. Moysés lutava muito na frente,
mas recebia marcação quase que perfeita de Rodrigo.
Quase, porque aos 10’, o atacante conseguiu se livrar,
driblou o goleiro, mas finalizou mal, para fora. Se essa bola
tivesse entrado, talvez o rumo da partida tivesse sido outro.
Aos 13’, mais uma vez Thiago evitou o terceiro gol; mas
no minuto seguinte, não conseguiu defender o bom chute
de Fabio Alcântara, que mostrou muita raça e inteligência
finalizando quase caindo. O terceiro gol parece ter sido o tiro
de misericórdia no G&D, que passou a demonstrar desânimo
em campo. Aos 19’, Caio César fechou a goleada
pegando rebote de chute de Vitor Selles. A vitória de
4x0 sobre uma equipe que dificilmente toma muitos gols num jogo
e que se destaca justamente pelo bom sistema defensivo, ganha
ainda mais valor. Uma excelente atuação de uma
equipe que entra com muita moral na disputa pelo título.
Na semifinal, o Atuária enfrente o Concreto Protendido,
que se classificou ao vencer o Tramóia por 6x3, num jogo
muito disputado, apesar do resultado de goleada. A partida será
a reedição da final da 3ª edição
da Copa Campus, no primeiro semestre de 2005. Na ocasião,
o antigo Corrupção perdeu a final para o adversário
de Engenharia por 2x1, levando um gol de ouro de Wellington,
a segundos do final, que levaria a disputa para os pênaltis.
Esse jogo ficou marcado também por um dos maiores erros
de arbitragem da história da competição,
que validou gol ilegal do Concreto Protendido, ainda no segundo
tempo regulamentar, quando o Corrupção vencia
por 1x0.