Só no sambinha
Carolina Machado


Futebol, samba e sol. Muito sol. Foi com essa mistura que o Concreto Protendido, time de Engenharia Civil, e o Nacional, de Direito, se enfrentaram. Empolgando seu time, a torcida do Nacional agitou a arquibancada, orquestrando a partida inteira com pandeiros, cavaquinhos e afins. O Nacional garantiu uma merecida vitória. Placar: 2 a 1.

O jogo desenhou seu destino a partir do primeiro minuto. Daniel Nogueira através de um lindo passe, driblou o goleiro André Luiz, abrindo o marcador para o Nacional. Assustado, o time do Concreto iniciou uma relativa pressão, através de uma seqüência de chutes perigosos. Prevendo uma possível reação, a equipe de Direito voltou a marcar. Guilherme Augusto ampliou o placar, para o delírio da torcida que reforçou seu samba. O Concreto, definitivamente, não repetiu a boa atuação da última rodada, mostrando-se apático e completamente desnorteado em campo. E foi com esse desânimo do time de Engenharia que o primeiro tempo se esgotou.

Visivelmente cansados, uma vez que fazia um dia de verão no Rio de Janeiro, o Concreto Protendido não melhorou sua atuação e os futuros advogados deixaram seu rendimento cair. Como quem não faz leva, aos vinte minutos do segundo tempo, Ruy Garcia diminuiu para os estudantes de Engenharia, com um gol oriundo de um lance confuso e atrapalhado. Com o placar em 2 a 1, o juiz decretou o fim da partida. Já o samba... Ouviu-se o som dos batuques até depois das 17 horas, quando a rodada já tinha acabado.

O próximo jogo do Nacional promete ser um desafio. O time de Direito vai enfrentar o Parças, que, apesar de vir de uma derrota por goleada, é uma equipe cujos talentos individuais podem fazer a diferença. A derrota complica a vida do Concreto. Os futuros engenheiros precisarão mostrar muito mais futebol se quiserem vencer seu próximo adversário, o Giga Ohms, primeiro colocado no grupo Zico. Sem dúvida, fortes emoções estão por vir.