Ninguém dava nada pelo jogo do campo 3, excepcionalmente
às 17h, no último domingo. O time de Educação
Física, UTI F.C., já eliminado da competição,
cumpria tabela contra o Nacional, do curso de Direito, que ainda
disputava a última vaga para a segunda fase da Copa Campus
com o Fummus Boni Iuris, companheiro de faculdade. O humilde
placar de 2 a 1 para o UTI não traduziu a emoção
do embate, principalmente em relação aos goleiros
de ambos os times.
No primeiro tempo, o Nacional já começou ameaçando
com uma bomba do meio do campo espalmada por Bruno Vianna, goleiro
do UTI. Aos três minutos, o goleiro Nelson Tinoco, do
Nacional, saiu na frente dos atacantes do UTI, duas vezes seguidas,
e socou a bola para o meio de campo, em defesas decisivas. Sem
dúvida, Nelson era o nome da partida, quando o UTI tentou
pressionar com mais dois chutes de fora da área, que
pararam nos braços do goleirão do time de Direito.
O goleiro do UTI, Bruno, quis mostrar que não estava
por baixo e, aos nove minutos, realizou três defesas espetaculares
com chutes de rebote a menos de três metros do gol. Aos
12, Nelson repôs a bola como jamais se viu e iniciou o
contra-ataque do Nacional, que só ameaçou e a
chance foi desperdiçada. Por volta dos 13 minutos, o
Nacional recuperou a posse de bola e procurou a rede adversária
com a tabela de Daniel Nogueira e Hugo Fernandes, que foram
eficientemente detidos pelo goleiro do time de Educação
Física. E finalmente, após insistir tanto, aos
16 minutos da primeira etapa, Daniel Nogueira do Nacional entrou
fácil na zaga da equipe adversária e cravou o
gol bem no meio do patrimônio do UTI. Apresentando uma
fantástica visão de jogo, mais uma vez, Nelson
surpreendeu e “calçou” o próprio companheiro
do time por precaução, devido a possibilidade
da chance de ataque da equipe de Educação Física
— ganhou alguns “reclamões”, mas agiu
bem, Nelson! Para fechar com aquela chave de ouro, o goleiraço
de Direito recebeu uma bomba no canto direito de defesa e espalmou
a danada com muita precisão. Nacional: 1, UTI: 0.
Na volta do intervalo, o UTI estava nitidamente sem fôlego,
e o Nacional continuava pressionando. Porém aos seis
minutos, Allan Carvalho, do UTI, calou a boca da cronista, após
finalizar um lindo gol que pipocou nos pés de três
autores potenciais. O time de Educação Física
se empolgou e, no minuto seguinte, ameaçou com mais um
chute, que passou raspando na trave esquerda de ataque. O UTI
estava impossível no segundo tempo e desperdiçou
mais outra chance de ampliar o placar com Carlos Henrique, que
chutou a bola por cima, na cara do gol. Aos 12, o gol vazio
do Nacional não foi o suficiente para convencer a equipe
de Educação Física a mandar na rede do
adversário, e foi menos um na lista de possibilidades.
Por volta dos 13 minutos, uma falta muito bem cobrada pelo UTI,
no ângulo direito de ataque, foi defendida pelo nosso
já conhecido Nelson. Aos 15, a equipe de Educação
Física mostrou que o grupo é essencial para o
sucesso. Thiago Aguillar auxiliou seu goleiro e tirou com a
cabeça uma falta do Nacional, que certamente entraria.
Para a definição do embate, aos 19 minutos, o
juiz marcou pênalti contra o Nacional, que precisamente
foi convertido por Thiago Aguillar a pedido de sua namorada,
que não se continha na arquibancada e estava quase entrando
em campo. Virada do UTI: 2 a 1. Para aumentar o suspense, aos
22 minutos, o Nacional bateu um tiro livre do meio do campo,
devido à regra da sexta falta, mas a redonda não
encontrou o gol adversário. Já roendo as unhas,
o UTI sofreu. Escapou da ameaça de outro tiro livre,
pela sétima falta, mas agora a apenas dois passos da
marca do pênalti, que foi inacreditavelmente defendido
por Bruno, goleiro de Educação Física.
No finalzinho, o UTI tentou ampliar a vitória com um
chute de Carlos Henrique no canto esquerdo de ataque, mas a
bola parou no “paredão” Nelson Tinoco. Eis
que a agonia chega ao fim: UTI 2, Nacional, 1; no campo 3 do
Batistão.
O UTI está fora, mas, com certeza, sai de cabeça
erguida, visto que derrotou o segundo time mais forte do Grupo
Gabriel — que só perde para o Atuária F.C.
— no jogo de despedida. Já o Nacional segue na
competição como único representante do
curso de Direito. Da próxima vez, o UTI pode dar uma
atenção melhor à finalização
dos gols, que em grande parte foram desperdiçados por
nervosismo. E considerando a espetacular atuação
de Nelson Tinoco, que defende e repõe a bola sempre pensando
no time, o Nacional deve passar a priorizar o conjunto, e não
manter o individualismo que apresenta em campo. Deve ser coisa
de advogado... Até lá!