Na antiguidade clássica, os alquimistas eram homens de
muito destaque, seja por suas habilidades quimicamente “sobrenaturais”
ou por sua magia “herege” que encantava e odiava;
tudo isso, em grande parte, pela química. Acima de tudo,
os alquimistas eram grandes químicos, homens que, dentre
muitas outras capacidades, dominavam muito bem as fórmulas,
reações e transformações químicas.
Basicamente (ou ativamente, depende da cor que der no teste),
se valiam da teoria da Troca Equivalente, que diz que nada pode
ser criado sem se perder algo.
Por tudo isso, não há motivos que impeçam
a criação da alcunha de “Alquimistas da
Copa Campus”, para se referir aos bravos e aguerridos
jogadores-alunos do Tornassol, do curso de Engenharia Química.
Com a “perda” de seus suores, eles conseguiram “criar”
novas perspectivas dentro da Copa e chegar a uma decisão
com amplas possibilidades de conquista. No início da
competição, poucas pessoas dariam o time como
favorito sequer a chegar numa fase de quartas-de-final. E vencendo
barreiras, tabus e seus próprios limites (já que
nas três participações anteriores nunca
haviam chegado muito longe, eram meros coadjuvantes), fizeram
mais que história, transformaram-na sob a ótica
da química... e dos alquimistas.
Assim como o silício revolucionou de vez as relações
humanas, já que possibilitou o surgimento e a consolidação
da era informatizada e de altas tecnologias, o G&D também
faz uma espécie de revolução na Copa Campus.
De um mero “saco de pancadas” na sua primeira participação,
conseguiu um surpreendente terceiro lugar na Copa seguinte e
agora chega à final, tendo a chance de se tornar campeão
de futebol da UFRJ. Dessa forma, com a mesma velocidade que
a tecnologia avança e a computação evolui,
Os jogadores do G&D mostraram que aquele time fraco da primeira
participação era um time obsoleto e lutam para
fazer o mesmo com o bom time que conquistou a terceira posição
no ano passado. Com uma obediência tática tão
exata quanto os mais complexos cálculos binários
efetuados pelas máquinas, o “Goleados e Demitidos”
entra com um certo favoritismo na decisão, pelo melhor
histórico, pela atual posição e pelo desempenho
nas semifinais, mas o jogo é muito equilibrado. Será
a guerra do silício contra a pedra filosofal. Da química
contra a informática.
De qualquer maneira, Tornassol e G&D já deram um
novo sentido a Copa Campus. Dois times novos, mostram que a
renovação na competição acontece.
Ambos vêm de campanhas muito boas, onde a superação
se fez presente, às vezes, até mais de uma vez.
No caso do time dos futuros engenheiros químicos, no
jogo contra o Geomata e na semifinal passada; já para
os futuros cientistas da informática, ela apareceu no
jogo contra o Seqüela, quando um tiro-livre perdido pelo
adversário o garantiu na fase seguinte. Independente
de qualquer coisa, todo choro, suor, lagrimas, derrotas, vitórias,
ficarão pra trás. O que conta agora é o
título. E ambos se encontram, merecidamente, muito perto
disso. Dúvidas não existem quanto a nobreza e
a particularidade dessa partida que dará a Copa Campus
mais um campeão. Dos gritos da torcida feminina do Torna,
da vibração do arqueiro dos “goleados”,
da raça e talento de Guilherme “Sorin” e
Vinicius Ramos, dos gols de Moysés, Leizer, Eduardo Ângelo
e Márcio Assayag, das jogadas de Zimbar e Schneider,
dos ares boêmios e estudantis do CCMN e do CT, virão
as letras de mais um nome a se juntar a BCM, Concreto Protendido,
Severinos Para Sempre e Onze Homens e um Segredo na galeria
de campeões; de tudo isso virá o grande campeão
da Copa Campus da UFRJ. Que vença o melhor!!!!!