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7ª COPA CAMPUS- 1º Semestre de 2007 << Voltar
 
   
G&D
x
Tornassol

Na antiguidade clássica, os alquimistas eram homens de muito destaque, seja por suas habilidades quimicamente “sobrenaturais” ou por sua magia “herege” que encantava e odiava; tudo isso, em grande parte, pela química. Acima de tudo, os alquimistas eram grandes químicos, homens que, dentre muitas outras capacidades, dominavam muito bem as fórmulas, reações e transformações químicas. Basicamente (ou ativamente, depende da cor que der no teste), se valiam da teoria da Troca Equivalente, que diz que nada pode ser criado sem se perder algo.
Por tudo isso, não há motivos que impeçam a criação da alcunha de “Alquimistas da Copa Campus”, para se referir aos bravos e aguerridos jogadores-alunos do Tornassol, do curso de Engenharia Química. Com a “perda” de seus suores, eles conseguiram “criar” novas perspectivas dentro da Copa e chegar a uma decisão com amplas possibilidades de conquista. No início da competição, poucas pessoas dariam o time como favorito sequer a chegar numa fase de quartas-de-final. E vencendo barreiras, tabus e seus próprios limites (já que nas três participações anteriores nunca haviam chegado muito longe, eram meros coadjuvantes), fizeram mais que história, transformaram-na sob a ótica da química... e dos alquimistas.
Assim como o silício revolucionou de vez as relações humanas, já que possibilitou o surgimento e a consolidação da era informatizada e de altas tecnologias, o G&D também faz uma espécie de revolução na Copa Campus. De um mero “saco de pancadas” na sua primeira participação, conseguiu um surpreendente terceiro lugar na Copa seguinte e agora chega à final, tendo a chance de se tornar campeão de futebol da UFRJ. Dessa forma, com a mesma velocidade que a tecnologia avança e a computação evolui, Os jogadores do G&D mostraram que aquele time fraco da primeira participação era um time obsoleto e lutam para fazer o mesmo com o bom time que conquistou a terceira posição no ano passado. Com uma obediência tática tão exata quanto os mais complexos cálculos binários efetuados pelas máquinas, o “Goleados e Demitidos” entra com um certo favoritismo na decisão, pelo melhor histórico, pela atual posição e pelo desempenho nas semifinais, mas o jogo é muito equilibrado. Será a guerra do silício contra a pedra filosofal. Da química contra a informática.
De qualquer maneira, Tornassol e G&D já deram um novo sentido a Copa Campus. Dois times novos, mostram que a renovação na competição acontece. Ambos vêm de campanhas muito boas, onde a superação se fez presente, às vezes, até mais de uma vez. No caso do time dos futuros engenheiros químicos, no jogo contra o Geomata e na semifinal passada; já para os futuros cientistas da informática, ela apareceu no jogo contra o Seqüela, quando um tiro-livre perdido pelo adversário o garantiu na fase seguinte. Independente de qualquer coisa, todo choro, suor, lagrimas, derrotas, vitórias, ficarão pra trás. O que conta agora é o título. E ambos se encontram, merecidamente, muito perto disso. Dúvidas não existem quanto a nobreza e a particularidade dessa partida que dará a Copa Campus mais um campeão. Dos gritos da torcida feminina do Torna, da vibração do arqueiro dos “goleados”, da raça e talento de Guilherme “Sorin” e Vinicius Ramos, dos gols de Moysés, Leizer, Eduardo Ângelo e Márcio Assayag, das jogadas de Zimbar e Schneider, dos ares boêmios e estudantis do CCMN e do CT, virão as letras de mais um nome a se juntar a BCM, Concreto Protendido, Severinos Para Sempre e Onze Homens e um Segredo na galeria de campeões; de tudo isso virá o grande campeão da Copa Campus da UFRJ. Que vença o melhor!!!!!

 
 

 
 
 
 
 
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