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Vitória da raça sobre a técnica |
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Henrique Martins |
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Em uma das partidas mais disputadas da IX Copa, o atual campeão levou a melhor sobre o favorito à conquista dessa edição. Enquanto o time de Direito estava devendo uma boa atuação depois da conquista da oitava edição, a equipe de Administração, que havia mostrado o melhor futebol até aqui, parecia confiante para o jogo, até por já ter goleado por 8 a 1 o mesmo Nacional, na quarta rodada do torneio. Para quem esperava um novo passeio do Onze Homens, o Nacional deu a resposta. A equipe amarela não lembrou, nem de longe, aquele time facilmente envolvido no último confronto e, com muita garra e doação na marcação, parece ter descoberto o segredo dos homens de branco. O jogo começou muito disputado, com o Onze Homens e Um Segredo arriscando de longe, já que o Nacional marcava muito bem e impedia as penetrações do adversário. Mais tranqüilo, o time de Direito começou a organizar alguns contra-ataques, mostrando uma certa deficiência na zaga oponente, que se acostumara a trabalhar pouco nas partidas anteriores. A disputa seguia sem grandes chances de gol até que, aos oito minutos, Diego “Cirilo” saiu jogando errado. Os futuros advogados recuperaram a bola no ataque e a jogada chegou limpa para Arthur Pimentel chutar no canto do goleiro Raphael Pazos; 1 a 0. O time amarelo ainda perdeu uma chance com Eduardo “He-man” antes de Victor Pimentel interceptar a bola no meio de campo e chutar cruzado, fazendo 2 a 0 em um golaço. Os jogadores de branco pareciam não acreditar no placar e tentavam se lançar de qualquer maneira ao ataque. Na primeira boa chance, aos 16 minutos, Diego Quintela recebeu pela direita e chutou forte para defesa segura de Nelson Tinoco. No finzinho do primeiro tempo, o artilheiro do campeonato, Ruy Bala, recebeu passe de costas para o gol, e, com a marcação em cima, emendou de bicicleta no ângulo, fazendo um lindo gol e aumentando a emoção da disputa. A equipe de Direito voltou para o segundo tempo assustando. Com menos de 1 minuto, Leandrinho desarmou no meio, cortou o zagueiro e chutou cruzado, obrigando Raphael Pazos a mandar a bola para escanteio. O Onze foi pra cima e tentou, primeiro em cobrança de falta de Diego Quintela. Depois, após falha da defesa do Nacional, Carlos Alexandre, sozinho, completou de cabeça uma cobrança de lateral, empatando o jogo. A partir daí o jogo ficou em aberto e ambas as equipes perdiam chances. Pela equipe de Administração, Carlos Alexandre recebeu belo lançamento de Diego Cirilo, mas demorou pra chutar e foi prensado. Na seqüência, Leandrinho puxou contra-ataque rápido e tocou para Paulo Eduardo. Ele chutou cruzado e o goleiro ainda deu um leve desvio antes da bola sair. O time de Direito apertou a marcação e a partida não teve mais grandes chances, se encaminhando para as penalidades. Mas, aos 17 minutos, em contra-ataque veloz, Arthur Pimentel recebeu bola de costas para o gol, fez bem o pivô e tocou livre para Leandrinho chutar cruzado no ângulo, botando o Nacional mais uma vez em vantagem no placar. Os futuros administradores partiram com tudo para o ataque e quase empataram um minuto depois. Daniel Reiche recebeu passe de Carlos Alexandre e, sozinho, chutou em cima do goleiro, desperdiçando grande oportunidade. Nervoso, o Onze ainda teve um jogador expulso, Diego Quintela, dificultando ainda mais a reação. No final, o time de direito ainda perdeu grande chance de ampliar, mas o resultado já estava garantido e foi só o juiz apitar para equipe amarela soltar o grito, depois de partida tão árdua. O Onze encantou os torcedores com suas belas jogadas e exibições, mas acabou ficando no meio do caminho, mostrando um certo desespero em situações de adversidade. Já o Nacional vai embalado para as semifinais contra o Manguemata. A partida deverá ser emocionante, tanto dentro quanto fora de campo, já que os times são bastante aguerridos e as duas torcidas costumam ser um grande apoio nas arquibancadas.
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