Produsoccer até tentou, mas só conseguiu tirar o 100% do Onze.

 

Renato Senna

O Produsoccer entrou em campo para enfrentar um forte candidato ao título, o Onze Homens e Um Segredo, sabendo que não dependia só de si para se classificar para as quartas. Além de vencer, o time da Engenharia de Produção tinha que torcer para o Nacional não tirar a diferença de seis gols de saldo. O resultado final, um empate em 3 a 3 acabou com suas esperanças de seguir adiante na competição, já que o Nacional venceu seu confronto no campo ao lado.

Mas não foi por falta de coragem dos jogadores de vermelho. Logo aos dois minutos, Dieguinho avançou pela esquerda, fez fila e chutou forte, mas o já conhecido goleiro Raphael Pazos fez ótima defesa. A equipe do fundão foi pra cima de seus adversários, a quem restou apostar nos contra-ataques. Em um deles, Ruy Bala deu lindo drible na direita e bateu, mas Osmar fechou bem o ângulo. Pouco depois, Diego Quintela chutou rasteiro e Osmar evitou o empate. Aos cinco minutos, o Produsoccer conseguiu o que queria. Marcelo Lapa chutou de longe e acertou o cantinho para abrir o placar. Aos nove, Ruy Bala teve boa chance, mas Osmar saiu bem em seus pés e ficou com a bola. No minuto seguinte, Carlos Alexandre foi agarrado dentro da área. Pênalti que Ruy cobrou e deixou tudo igual. A partir daí, o jogo deu uma esfriada e a partida ficou muito disputada e presa no meio de campo. Ninguém queria perder, mas o time de Engenharia tinha maior posse de bola e se lançava mais ao ataque, devido à sua obrigação de vencer. Já os futuros administradores não conseguiam repetir as belas atuações anteriores, principalmente porque Ruy Bala foi anulado pelo zagueiro Bat. Com tanta pegada no meio de campo, só no último minuto é que apareceu um lance de perigo na partida. Carlos Alexandre tentou três vezes, mas duas pararam no goleiro Osmar e a outra foi pra fora.

A segunda etapa começou e o panorama seguiu o mesmo, com mais ataques dos futuros engenheiros. Zeca recebeu sozinho dentro da área e soltou a bomba, mas Raphael Pazos fez excelente defesa. Logo depois, Dieguinho partiu do meio de campo, driblando todo mundo, e chutou por cima com perigo. O domínio do Produsoccer era tamanho, que o Onze só foi assustar aos nove minutos. Osmar salvou chute de Ruy e o rebote de Diego Quintela. Pouco depois, mais duas chances para o time de Administração, mas Carlos Alexandre e Daniel Malachias mandaram para fora. Aos 15 minutos, a equipe vermelha teve uma esperança a mais. Dudu pegou sobra na entrada da área e bateu de bico para colocar seu time em vantagem novamente. Só que logo no minuto seguinte vieram dois baldes de água fria. Primeiro, o árbitro marcou pênalti duvidoso para o Onze Homens. O Cabañas da UFRJ bateu de novo e empatou a partida mais uma vez. Depois, veio a informação de que o Nacional já vencia por 10 a 1, obrigando o time vermelho a golear. Mesmo assim, a equipe não se abateu e criou mais duas chances seguidas, que foram desperdiçadas por Eduardo e Lapa. Aos 17, outra decepção. Ruy Bala recebeu belo lançamento e, de primeira acertou o ângulo, colocando sua equipe em vantagem no confronto pela primeira vez. A partida tomava ares dramáticos. Aos 19, Daniel Malchias deu carrinho e recebeu o segundo amarelo, deixando o Onze com um a menos. A partir daí, o futebol deu lugar às reclamações. Havia muito falatório dos dois lados e a falta que resultou na expulsão do camisa 8 do time branco só foi ser cobrada três minutos depois. Rafa acertou o cantinho e deu números finais ao jogo. Ao final da partida, os atletas do Produsoccer reclamaram demais da arbitragem, principalmente dos dois pênaltis marcados. Os jogadores do Onze apenas concordaram que a arbitragem não foi boa.