Deixará seqüelas?

 

Henrique Martins


Uma das partidas mais aguardadas dessa primeira fase da Copa Campus foi disputada neste domingo. Em jogo válido pela segunda rodada do Grupo Luiz Mendes, a equipe do Nacional, de Direito, atual campeã do torneio e vitoriosa em sua estréia, enfrentou a equipe do Seqüela, de Economia, responsável por uma goleada de 14 a 0 na primeira fase.

Do lado de fora, as torcidas empurravam seus times com direito a bateria, rolos de papel higiênico e um sinalizador dos torcedores do Seqüela. Do outro lado, o time de Direito contava com o apoio dos jogadores do Tapa na Coruja, que precisavam de uma vitória dos atuais campeões para aumentar suas chances de classificação. E quase foram recompensados aos dois minutos: Fred Accon recebeu cruzamento de lateral e, de cabeça, mandou a bola bem perto do gol defendido por Heber Leal. Aos quatro minutos, o goleiro deu um susto na sua torcida, se complicando para defender um chute fraco do atacante do Nacional. Pelo lado do Seqüela, as jogadas ofensivas tinham participação efetiva do atacante Marcos Balassiano, artilheiro do campeonato até o início da segunda rodada. Aos sete minutos, ele quase marcou. Após giro rápido, chutou colocado para boa defesa do goleiro. Os times corriam bastante e exerciam marcação forte, dando pouco espaço para as chances de gol. Aos 11 minutos, o Nacional chegou perto de abrir o placar: Frederico Rebello se antecipou ao zagueiro, em batida de lateral, e chutou para a boa defesa de Heber Leal, que mostrou bastante reflexo. Nos cinco minutos finais, grande pressão do Seqüela. Aos 16 minutos, Adriano Duarte roubou a bola no meio e teve duas chances para marcar. Na primeira, a bola explodiu no zagueiro. Ele mesmo pegou o rebote e bateu novamente com violência, mas errando a direção do gol. Depois de nova chance desperdiçada por Adriano, o Seqüela continuou pressionando e conseguiu um pênalti. Eduardo Bolsonaro, zagueiro do Nacional, salvou um gol com a mão e recebeu o cartão amarelo. Na cobrança, João Paulo fez o primeiro gol da partida e levou a vantagem para o intervalo.

Com apenas dois minutos da segunda etapa, o Nacional igualou o marcador. Zé Ramalho recebeu a bola pela esquerda e chutou rasteiro, sem chances para o goleiro Heber. Mas o time de Direito parou de jogar, e o que se viu até o final foi um domínio do time de Economia, liderado por João Paulo. Aos seis minutos, ele recebeu a bola de Adriano Duarte, fez o pivô e devolveu para o camisa 5 chutar com força, colocando o time de Economia novamente na frente. Dois minutos depois, Marcos Balassiano arrancou pela esquerda, mas, na hora da conclusão, tirou demais do goleiro e mandou para fora. Logo em seguida, o goleiro Nelson Tinoco salvou o Nacional do terceiro com bela defesa em chute desviado de João Paulo. Aos 15 minutos, ele não conseguiu impedir: João Paulo fez novamente o pivô e rolou para Tiago Lopes dar um chutaço no ângulo. O goleiro ainda tocou na bola, mas ela morreu no fundo do gol, 3 a 1. Aos 18 minutos, mais duas chances claras para o Seqüela aumentar. Na primeira, Rodrigo Ramos completou cruzamento rasteiro, mandando a bola na trave. Ele mesmo pegou o rebote e rolou para João Paulo que, cara a cara com o goleiro, chutou pra fora, levando bastante perigo. O Nacional só voltou a mostrar sua força aos 20 minutos, obrigando o goleiro Heber a fazer boas defesas seguidas. Já nos acréscimos, Marcos Balassiano partiu livre, de frente para o goleiro, e recebeu falta dura por trás. O juiz se omitiu em dar o vermelho para o zagueiro, mas marcou o pênalti, irritando os jogadores do Nacional, que queriam a falta fora da área. Bola na cal, Marcos foi para a cobrança. mas acabou acertando a trave. No último lance o goleiro Heber ainda garantiu a vantagem por dois gols, em bela defesa. 3 a 1 foi o placar final.

Apesar dos 100% de aproveitamento, o Seqüela ainda não está classificado matematicamente. Na última rodada da primeira fase ele enfrentará o Tapa na Coruja, podendo empatar ou até perder, dependendo do saldo de gols, para não precisar esperar o resultado do outro jogo. Já o Nacional precisa vencer o Kkrecão, saco de pancadas do grupo, até agora, e torcer contra o Tapa Na Coruja, para se garantir na segunda fase. Resta saber se a equipe de Direito, que ainda não apresentou um bom futebol nessa edição da Copa, acusará o golpe ou se conseguirá reverter a atual situação, brigando pelo bicampeonato.