Foi um jogo morno, sem grandes momentos de emoção ou de rivalidade.
Uma partida na qual a maior atração era o atacante Pablo
do FFC, o maior artilheiro da história da Copa Campus. A peleja
acabou 2 a 1 para o Fuleiros e, em um breve resumo, venceu a equipe quem
teve mais fôlego e entrosamento.
O primeiro tempo começou com a equipe fuleira de Educação
Física gritando em campo desde o início, tentando animar
um time que se mostrava bem apático. Do outro lado, tudo passava
pelos pés do centroavante Pablo, que com o número 15 nas
costas fazia perfeitamente o papel de um típico camisa 9. Utilizando-se
de sua grande estatura, fazia o pivô e se apresentava para chutar.
Em um lance assim, quase saiu o primeiro gol: o artilheiro se movimentou
por trás do zagueiro e chutou buscando o ângulo, mas o goleiro
salvou com a ponta dos dedos. O domínio era total. Após grande
triangulação, Pablo usou a mão malandramente para
dominar a bola, e já estava preparado para finalizar quando o juiz
apitou e anulou o lance. Na jogada seguinte, o atacante sentiu a coxa e
caiu no chão. Parecia que não dava mais para ele, mas o lateral
era para sua equipe, então ele se levantou, foi para área,
pulou e gol. Foi simples assim. No alto não teve para ninguém,
e o matador anotou mais um na sua contagem rumo ao inalcançável.
Um a zero para o FFC. Depois disso, o primeiro tempo transcorreu sem grandes
emoções. No intervalo, a equipe de Educação
Física decidiu fazer algumas mudanças, na esperança
de mudar o rumo do jogo.
Na volta do descanso, o time de Economia veio ao campo sem seu principal
jogador. Se aproveitando disso, o Fuleiros tomou conta das ações
e partiu para cima. Logo aos quatro minutos, depois de um toque de letra
magistral do companheiro, Paulo César entrou na cara do gol e colocou
a bola, sem chances para o goleiro. E a pressão continuou. Vendo
sua equipe sem saída de bola, Pablo, mesmo lesionado, voltou para
o jogo tentando melhorar a situação, que já estava
mais do que embaçada. Um pequeno torcedor do Fuleiros, tenso com
o desenrolar da partida falou: “Dá no Erik Cabral que ele
joga!”. E o menino estava certo, o atacante rabiscava todo o time
oponente, mas pecava na hora da finalização. O empate estava
se desenhando, quando o mesmo Erik Cabral entortou o marcador na lateral
do campo e chutou mal como de costume, só que o goleirão
adversário deu rebote e Paulo César estava lá para
conferir e garantir a virada, na conta do chá! Dois a um. Do lado
de fora, integrantes de outros times, que assistiam à partida comentavam
entre si, com uma ponta de inveja, sobre o artilheiro Pablo que não
conseguiu evitar a derrota: “Já não é mais o
mesmo!”, “tá gordo, em final de carreira”.
Agora, o grupo que leva o nome de João Guilherme pega fogo, no qual
três equipes ainda têm chances de se classificar. FFC e Fuleiros
estão empatados com 3 pontos e o Padaria lidera com 6, porém
nada está decidido. Na próxima rodada, O time de Educação
Física enfrenta o eliminado Letras, enquanto a equipe de Economia
pega o Padaria. Fortes emoções!
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