Na volta do artilheiro, virada dos Fuleiros

 

Gabriel Bogossian


Foi um jogo morno, sem grandes momentos de emoção ou de rivalidade. Uma partida na qual a maior atração era o atacante Pablo do FFC, o maior artilheiro da história da Copa Campus. A peleja acabou 2 a 1 para o Fuleiros e, em um breve resumo, venceu a equipe quem teve mais fôlego e entrosamento.

O primeiro tempo começou com a equipe fuleira de Educação Física gritando em campo desde o início, tentando animar um time que se mostrava bem apático. Do outro lado, tudo passava pelos pés do centroavante Pablo, que com o número 15 nas costas fazia perfeitamente o papel de um típico camisa 9. Utilizando-se de sua grande estatura, fazia o pivô e se apresentava para chutar. Em um lance assim, quase saiu o primeiro gol: o artilheiro se movimentou por trás do zagueiro e chutou buscando o ângulo, mas o goleiro salvou com a ponta dos dedos. O domínio era total. Após grande triangulação, Pablo usou a mão malandramente para dominar a bola, e já estava preparado para finalizar quando o juiz apitou e anulou o lance. Na jogada seguinte, o atacante sentiu a coxa e caiu no chão. Parecia que não dava mais para ele, mas o lateral era para sua equipe, então ele se levantou, foi para área, pulou e gol. Foi simples assim. No alto não teve para ninguém, e o matador anotou mais um na sua contagem rumo ao inalcançável. Um a zero para o FFC. Depois disso, o primeiro tempo transcorreu sem grandes emoções. No intervalo, a equipe de Educação Física decidiu fazer algumas mudanças, na esperança de mudar o rumo do jogo.

Na volta do descanso, o time de Economia veio ao campo sem seu principal jogador. Se aproveitando disso, o Fuleiros tomou conta das ações e partiu para cima. Logo aos quatro minutos, depois de um toque de letra magistral do companheiro, Paulo César entrou na cara do gol e colocou a bola, sem chances para o goleiro. E a pressão continuou. Vendo sua equipe sem saída de bola, Pablo, mesmo lesionado, voltou para o jogo tentando melhorar a situação, que já estava mais do que embaçada. Um pequeno torcedor do Fuleiros, tenso com o desenrolar da partida falou: “Dá no Erik Cabral que ele joga!”. E o menino estava certo, o atacante rabiscava todo o time oponente, mas pecava na hora da finalização. O empate estava se desenhando, quando o mesmo Erik Cabral entortou o marcador na lateral do campo e chutou mal como de costume, só que o goleirão adversário deu rebote e Paulo César estava lá para conferir e garantir a virada, na conta do chá! Dois a um. Do lado de fora, integrantes de outros times, que assistiam à partida comentavam entre si, com uma ponta de inveja, sobre o artilheiro Pablo que não conseguiu evitar a derrota: “Já não é mais o mesmo!”, “tá gordo, em final de carreira”.

Agora, o grupo que leva o nome de João Guilherme pega fogo, no qual três equipes ainda têm chances de se classificar. FFC e Fuleiros estão empatados com 3 pontos e o Padaria lidera com 6, porém nada está decidido. Na próxima rodada, O time de Educação Física enfrenta o eliminado Letras, enquanto a equipe de Economia pega o Padaria. Fortes emoções!