|
|
|||||||||||
![]() |
|||||||||||
Nacional não conhece o sabor da derrota |
|||||||||||
Renato Senna |
|||||||||||
![]() |
|||||||||||
Em sua segunda participação, o Nacional chegou à sua segunda conquista na Copa Campus e tem o melhor aproveitamento da história da copa. Tudo isso graças à atuação de gala do goleiro Nélson Tinoco na final da IX Copa Campus, defendendo três penalidades na disputa de pênaltis, após o empate de 2 a 2 com o Tornassol no tempo normal. A partida começou muito tensa. As duas equipes se estudavam muito e não queriam se arriscar demais. A primeira jogada de maior perigo foi dos atuais campeões e veio somente aos quatro minutos, em chute de Fred que saiu por cima. O time de Engenharia Química respondeu em bela jogada de Fábio Zimbardi pela esquerda, mas o camisa 11 finalizou fraco, nas mãos de Nélson. O jogo continuou lá e cá. O time de amarelo perdeu duas oportunidades com Eduardo Bolsonaro, o He-man, e Leandrinho. Pelo lado dos quadriculados, quem perdeu foram Pedro Henrique e Sorín. Aos 15 minutos, Diego Gusmão lançou Fred, que finalizou tirando tinta da trave. Os futuros engenheiros responderam em jogada ensaiada de escanteio, na qual Sorín escorou e Márcio bateu prensado pra fora. Nélson Tinoco começou a aparecer no final do primeiro tempo, quando fez excelente defesa em chute cruzado de Rafael Cavaliere. A última chance da primeira etapa foi do time da FND. Arthur Pimentel recebeu sozinho dentro da área e pegou de primeira, mandando a bola pra fora. O placar de 0 a 0 na primeira etapa refletiu bem o panorama da partida. Forsm 20 minutos muito nervosos, com duas equipes excessivamente cautelosas e duas defesas bem sólidas. Ambos os times sentiam a falta de um pivô pra jogar como referência no ataque e segurar a bola lá na frente por mais tempo, para deixar seus companheiros vindos de trás em condições de marcar. Além disso, a criação ficou comprometida devido à enorme quantidade de passes errados dos dois lados. O Tornassol voltou melhor para a segunda etapa. Muito se deve ao fato de o pivô Dudu ter se encontrado na partida. O time de rosa e azul começou a todo vapor, obrigando Nélson Tinoco a trabalhar em duas oportunidades. Primeiro em chute de Pedro Henrique cara-a-cara, depois em bela tabela de Pedro, Dudu e Fábio, que tentou de carrinho. Nas duas vezes, a equipe de Direito foi salva por defesas espetaculares do goleiro. Mas aos três minutos, nem Nélson pode evitar que o Tornassol abrisse o placar, com Fábio, completando cruzamento. E poderia, ainda, ter ampliado, se Pedro Henrique tivesse aproveitado o lindo passe de peito de Dudu. A partir daí, o Nacional equilibrou o jogo. Aos oito minutos, em duas jogadas consecutivas, ambas as equipes desperdiçaram contra-ataques incríveis. O time de Direito fazia muita pressão, mas atacava com muita afobação e sem nenhuma organização, levando pouco perigo à meta adversária. Quando tudo mais parecia perdido, brilhou a estrela de Leandrinho “Zé Ramalho”. Aos 14 minutos, após jogada ensaiada de falta, o camisa 19 recebeu sozinho dentro da área e bateu cruzado, a bola ainda bateu na trave antes de balançar a rede. Era o empate. E mal igualou, o time da FND virou. Se aproveitando de cochilo do time do CT, Leandrinho tabelou com Arthur Pimentel, driblou dois zagueiros e fez o gol da virada. Foi a vez, então, dos futuros engenheiros partirem pra cima. Sorín perdeu duas chances de cabeça. Aos 19 minutos, quando se desenhava o título do Nacional, que segurava a bola, apenas esperando pelo apito final, Pedro Henrique fez excelente jogada pela esquerda e cruzou para Dudu forçar uma decisão nos pênaltis. Nos pênaltis, foi a vez dos goleiros brilharem. Dan Plachta defendeu a primeira cobrança, de Arthur Pimentel. Sorín, Leandrinho, Fábio e Fred converteram as penalidades seguintes. Felipe teve a chance de dar o título ao Tornassol, mas Nélson pegou o pênalti. Diego Gusmão, He-man, Rafael Cavaliere e Dudu desperdiçaram suas penalidades. Paulo Eduardo e Daniel Martinez converteram. Na sétima cobrança do Nacional, Duda marcou. Então, Nélson pegou o chute de Pedro Henrique e levou o bicampeonato para a FND. Após a emocionante partida, o herói do título comentou o confronto e a disputa de pênaltis: “Eles (os companheiros) confiam muito em mim nos pênaltis, mas eu tinha pedido para não ir pros pênaltis hoje. A gente conseguiu virar o jogo, mas infelizmente não conseguiu vencer no tempo normal.” disse o goleiro, revelando que mudou a estratégia nos pênaltis. “Hoje eu mudei um pouco a estratégia. Eu geralmente pulo antes, mas a gente já jogou com eles várias vezes e eles sabiam que eu ia pular antes. Então eu resolvi esperar, olhar bem nos olhos dos cobradores e deu certo, tanto que eu peguei três pênaltis e o outro que eles perderam o cara tava nervoso e mandou no travessão.” Nélson Tinoco foi premiado como o craque da IX Copa Campus, devido ao fato de ter ajudado bastante seu time nas disputas por pênaltis. Coincidência ou não, no único jogo em que o goleiro não participou, o Nacional perdeu por 8 a 1 para o Onze Homens. O capitão Eduardo Bolsonaro também falou sobre a característica do Nacional de sempre vencer suado. “Nada vem fácil. O campeonato é muito nivelado por cima. O Tornassol tem um time muito bom, os caras entraram com tudo para ganhar, tanto que fizeram um gol faltando dois minutos para o fim do jogo. Mas, modéstia à parte, com nosso goleiro, nos pênaltis não tem pra ninguém” afirmou He-man. Apesar de ter sido vice-campeão, o Tornassol terminou o campeonato invicto com a melhor campanha da copa, obtendo sete vitórias e dois empates. Para muitos, o time de Engenharia Química apresentou o futebol mais bonito de toda a IX Copa, mas, mais uma vez, o futebol-arte não terminou como vencedor. Talvez a equipe tenha sentido falta do seu artilheiro Rafael Nassar, que não pôde jogar a final por estar suspenso. Mesmo assim, o Nacional merece o mérito pela vitória, pois se mostrou um time com muita estrela, afinal não é pra qualquer um ganhar dois títulos em apenas duas participações. Com o bicampeonato, o time de Direito se igualou na história aos extintos Concreto e BCM. Será que está pintando um inédito tri na décima copa? |
|||||||||||