Goleiro brilha e Onze goleia os atuais campeões

 

Renato Senna

Se antes de partida alguém arriscasse o palpite de vitória do Onze Homens e Um Segredo por 8 a 1 sobre o Nacional seria considerado maluco. Mas a equipe de Administração conseguiu um belo triunfo sobre os atuais campeões e largou na frente do grupo João Saldanha.

Levando em conta as características de cada equipe, era esperado um confronto de ataque contra defesa. E a ofensividade do Onze deu as caras logo no comecinho. Primeiro com Diego Quintela que obrigou o goleiro Guilherme Fiuza, que estava substituindo o titular Nelson Tinoco, a fazer bela defesa e depois com Carlos Alexandre que chutou pra fora. O Nacional, com seu futebol defensivo, mostrou seu cartão de visitas num contra-ataque, no qual Leandrinho tabelou com Arthur Pimentel e bateu para a primeira boa defesa de Raphael Pazos. Aos quatro minutos, o artilheiro Ruy Bala aproveitou seu porte físico, protegeu, girou e bateu, mas o goleiro do Nacional pegou. Dois minutos mais tarde, porém, em lance muito parecido o matador não perdoou e abriu o placar. O time de Direito se abateu com o gol e, em duas falhas de saída de bola, quase deixou seus adversários ampliarem. A equipe parecia se recompor quando Paulo Eduardo Borges cobrou falta obrigando Raphael Pazos a trabalhar, mas, aos 12 minutos, em mais um passe errado no meio, Diego Quintela cruzou e Daniel Malachias completou para a meta e fez 2 a 0. Pouco depois, Ruy deixou um zagueiro no chão, mas Diego perdeu a chance do terceiro. Então, Ruy Bala tratou de mostrar ao seu companheiro como fazer gol, acertando o ângulo. Ainda aos 15 minutos, o time de Administração perdeu duas oportunidades com Carlos Alexandre e Daniel Malachias, este último acertando a trave. No último lance de perigo do primeiro tempo, Ruy Bala rolou e Carlos Alexandre balançou a rede. O Nacional não conseguia armar as jogadas. Faltava meio campo ao time amarelo, que sofria com os incontáveis passes errados. A estratégia defensiva também não deu certo, pois, em três dos quatro gols sofrido, havia sempre algum oponente livre na área. Já o Onze mostrou seu futebol, que credencia o time ao título, e contava com a força dos artilheiros Ruy Bala e Carlos Alexandre.

Durante o intervalo, a maior preocupação do Nacional era Ruy Bala. Os estudantes de Direito estudavam uma forma de anular o Cabañas da UFRJ. Seja lá o que decidiram, não deu certo. Logo no primeiro minuto da etapa complementar, o camisa 9 recebeu lançamento de Diego e, de cabeça, fez 5 a 0. Um minuto depois, Diego chutou de longe e acertou a gaveta, um golaço, aumentando ainda mais a vantagem do time de branco. Com o placar elástico, o Onze Homens relaxou. Brilhou, então, a estrela do goleiro Raphael Pazos. Todo bom goleiro, além de ter técnica tem que contar com a sorte. Em um lance, Raphael demonstrou isso. Fred Accon cabeceou, o goleiro fez bela defesa e a bola sobrou para Victor Pimentel, sem goleiro. Gol? Não, a bola incrivelmente procurou o travessão e o acertou em cheio. E o arqueiro voltou a salvar o time em cabeçada de Eduardo Bolsonaro. Fred Accon ainda acertou o travessão mais uma vez, antes do adversário marcar o sétimo. David Luz recebeu na entrada da área e mandou de bico para o fundo da rede adversária. Em dia iluminado, Raphael Pazos fez outro milagre, defendendo chute forte de fora da área e, depois, no rebote dividindo com o adversário e colocando a bola pra escanteio. O time de Administração teve boa chance com Diego Quintela, mas o goleiro Guilherme Fiuza pegou no reflexo. Aos 14 minutos, uma pintura. Carlos Alexandre, dentro da área e de primeira, deu um balão no zagueiro adversário e fez 8 a 0. O gol de honra dos campeões estava se desenhando. Aos 15 minutos, Paulo Eduardo Borges saiu passando por todo mundo, mas pra variar parou no goleiro Raphael Pazos, que, pouco depois, finalmente foi buscar uma bola dentro do gol, quando Frederico Rebelo recebeu sozinho, escolheu o cantou e tirou do goleirão, marcando o único gol do Nacional. E Raphael viria a salvar a equipe, antes de o jogo acabar, por duas vezes ainda, sendo que na segunda a bola ainda acertou a trave após sua defesa.

E assim terminou um jogo muito nervoso, com muitas reclamações, dois cartões amarelos por reclamação, uma expulsão e nove faltas. O Onze Homens e Um Segredo segue como grande candidato ao título. A equipe enfrentará o Rataria no próximo domingo, enquanto o Nacional, tentando juntar os cacos, vai pegar o Produsoccer e entra em campo com a obrigação de vencer para seguir na briga pelo bicampeonato.