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“Bola na trave não altera o placar” |
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Renato Senna |
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O placar foi 1 a 1. Mas poderiam ter saído mais gols. Muito mais. O jogo entre Atuária FC e Manguemata foi, sem dúvida, o melhor da rodada da Copa Campus. Ambas as equipes jogaram pra frente, buscando o gol. A partida foi emocionante até o último segundo, com direito a bolas na trave, bolas salvas em cima da linha e lindas defesas. Apesar disso, o jogo começou muito estudado. Os dois times se precaviam muito e tentavam não errar passes no meio para não dar chances de contra-ataque. Com isso, a criação ficava um pouco prejudicada. Mas foi por pouco tempo. Aos quatro minutos, o goleiro do Atuária, Sandro Lopes, saiu nos pés de Bernardo Jóia, evitando o gol da equipe de Geografia. Em cobrança de escanteio, Sandro saiu mal, mas a cabeçada de Lélio Polessa acertou o travessão. Dois minutos depois, Pedro Barreto cobrou escanteio rasteiro no primeiro pau e Caio César, demonstrando muita raça, se atirou para mandar a bola para as redes: 1 a 0 Atuária. Aos nove, Pedro Barreto soltou a bomba na cobrança da falta, mas um zagueirão do Manguemata colocou a cabeça no meio do caminho e evitou o gol. O habilidoso Victor Furtado, do Atuária FC, ainda perdeu três oportunidades de aumentar o marcador. Na primeira foi travado na hora do chute. Na segunda, a mais sensacional delas, driblou os zagueiros, o goleiro e tentou, mesmo sem ângulo, mas a bola, caprichosamente, acertou a trave. Por fim, na terceira tentativa, finalizou para fora, após belo lançamento de Ricardo Cunha. Aos 17 minutos, Pedro Barreto deu um balão no zagueiro do time adversário dentro da área e chutou forte, para excelente defesa do goleiro Luiz Felipe Cabral, do Manguemata. Luiz Felipe, aliás, ainda encontrou tempo para parar Victor Furtado e Caio César em duas defesas sensacionais. No finalzinho da etapa inicial, Júlio Fernandes, do Manguemata, deu um corte seco na entrada da área e bateu forte, no travessão. O Manguemata errava muitos passes no meio campo, dando contra-ataques para o Atuária. Já o time de Ciências Atuariais, por sua vez, não fazia uma marcação pressão, deixando para apertar a equipe adversária do meio para trás. Essa marcação, no entanto, mostrou-se bastante eficiente, com dois zagueiros e uma linha de três jogadores postados à frente deles, deixando Pedro Barreto mais avançado. A conversa com o treinador no intervalo fez os futuros geógrafos acordarem na partida. Logo no início do segundo tempo, em cobrança de falta, o goleiro Sandro Lopes foi obrigado a fazer uma grande defesa com o pé. Pouco depois, veio a resposta do time verde “marca-texto”. Rodrigo Uchoa completou cobrança de lateral dentro da área, mas a bola saiu tirando tinta da trave. O time de Geografia não se intimidou e partiu pra cima, mas, após jogada divina de Jesus, entrando em diagonal e driblando dois adversários, o arremate parou novamente pela trave. No minuto seguinte, a recompensa por tanta luta. André Reyes, o Koke, recebeu na área e bateu fraco, mas o goleiro Sandro Lopes aceitou e o placar voltou a ficar igual, em 1 a 1. No minuto seguinte, poderia ter saído a virada. Bernardo Jóia deu um chapéu e bateu cruzado pra fora. Depois de tomar tanta pressão de seus oponentes, o Atuária voltou a levar perigo, desta vez com Victor Furtado, que desviou lateral cobrado na área, mas a bola saiu pela linha de fundo. Aos 15 minutos, Júlio Fernandes arriscou e Sandro Lopes fez bela defesa, no contra-ataque, o lance mais sensacional da partida: Luís Brito partiu do meio com a bola dominada, foi passando por quem cruzava seu caminho, inclusive o goleiro, e tocou para o que seria um golaço. Seria se não fosse o pé de Lélio Polessa. Mas ela ainda sobrou para o mesmo Luís Brito ter sua segunda chance, ainda sem goleiro. O camisa 5 do Atuária bateu forte e... não entrou de novo. Desta vez havia Léo, embaixo do travessão para colocar o corpo e evitar o gol que colocaria o time de Ciências Atuariais na frente novamente. E o lance não acabou aí. Mesmo que não imediatamente após o corte de Léo, a bola caiu nos pés de Pedro Barreto, de costas para o gol, mas antes que ele pudesse girar para bater, o goleiro Luiz Felipe Cabral chegou dando carrinho, só na bola, e afastou o perigo. Ufa! Quanta emoção em tão pouco tempo. O Atuária ainda viria a assustar aos 18, com Pedro Barreto cobrando falta com muita força, mas Jesus fez milagre e, sem medo, desviou de cabeça para fora. As duas equipes seguiram buscando o gol até o apito final, mas nenhum lance de perigo que mereça maior destaque. Depois desse embate fantástico, Manguemata e Atuária
FC estão empatados em segundo lugar no grupo Nélson Rodrigues.
Na próxima rodada, o primeiro pega o lanterna Seqüela, enquanto
o segundo enfrenta o líder ECCA, ambos os jogos já no próximo
domingo. E, se forem duas partidas iguais a essa, nós agradeceremos! |
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