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Nacional luterá pelo Bi |
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Henrique Martins |
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A promessa de um jogo brigado entre Nacional e Manguemata foi confirmada na última tarde de Domingo, no colégio Batista. Não faltou apoio das torcidas, que compareceram em bom número e não pararam de cantar durante a partida. Enquanto o pessoal que apoiava a equipe de Geografia soltava bombas e fumaças coloridas, a turma de Direito, já ensaiada e afinada com os jogos jurídicos, respondia à altura. E dentro de campo o confronto também foi bastante parelho, pois o Nacional só garantiu a vaga após uma longa e tensa disputa de pênaltis, depois de um empate em 2 a 2 no tempo normal. A partida começou estudada, com as defesas mostrando firmeza. A primeira tentativa de gol foi do Manguemata, num chute de longa distância, defendido com facilidade pelo goleiro Nelson Tinoco. A resposta do Nacional veio em forma de gol: aos três minutos, o time de Direito cobrou rápido um escanteio, a zaga da equipe tricolor estava desarrumada e Victor Pimentel apareceu sozinho dentro da área. O zagueiro-artilheiro só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes, fazendo 1 a 0. Os futuros geógrafos sentiram um pouco o gol, mas se recuperaram do baque e partiram para uma pressão sufocante. Aos seis minutos, Pedro Henrique chutou de bico, a bola desviou na zaga e tocou na trave antes de sair em escanteio. Um minuto depois, foi a vez de Júlio Fernandes assustar: ele recebeu bola pela direita e chutou forte, obrigando Nelson a fazer boa defesa. No ataque seguinte, novamente Júlio levou perigo. Ele chutou de longe, mas com precisão. A bola bateu na trave e depois foi aliviada pela zaga. A torcida do Manguemata sentia o bom momento e se empolgava nas arquibancadas, mas foi o Nacional quem teve grande chance de aumentar a vantagem, aos 10 minutos: Paulo Eduardo recebeu bola na frente, driblou o goleiro, mas não foi feliz na conclusão, permitindo que a zaga salvasse o gol, mandando a pelota para corner. A equipe do Fundão respondeu em dose dupla, obrigando o goleiro Nelson a fazer duas grandes defesas. Primeiro em um chute cruzado de André Reyes e, em seguida, numa cabeçada à queima roupas de Bernardo Jóia. Aos 14 minutos, não deu pra evitar o empate: Nelson pegou de novo, após falta cobrada pelo Manguemata, mas, no rebote, a bola sobrou livre para Júlio Fernandes, que chutou por debaixo da perna do arqueiro adversário e saiu correndo para comemorar. A equipe amarela quase retomou a vantagem com Diego Gusmão, que tocou na saída do goleiro Marquinhos, mas viu a bola sendo afastada pela zaga adversária, quase em cima da linha. Na última chance da primeira etapa, a equipe de Geografia cobrou falta ensaiada e o chute de Álvaro Carlos ainda desviou na zaga, antes de tocar no travessão e sair pela linha de fundo. O Nacional não repetiu a excelente partida contra o Onze Homens, mas chega à final com méritos e lutará pelo Bi. A decisão será no próximo Domingo contra o poderoso Tornassol, que venceu o Tramóia na outra semifinal por 2 a 1 e é o detentor da melhor campanha da Copa. Vem jogão por ai! Já o Manguemata, que mostrou um futebol guerreiro ao longo de toda a competição, fará seu último confronto, contra o Tramóia, na disputa pelo terceiro lugar.
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