O último (e alto) pio da Coruja   

 

Gabriel Vieira


Em um jogo que deixou a desejar, um destaque disparado: a sensacional torcida do Tapa na Coruja, que animou o gelado domingo no Colégio Batista. Mas, para sorte do adversário e do juiz, torcida não entra em campo e quem saiu feliz do campo foi o Seqüela, que venceu a partida por 6 a 2. 

     Como o Nacional venceu o KKrecão por WO, o Seqüela só precisava não ser goleado para avançar na competição, enquanto o Tapa precisava de uma simples vitória. O embate começou disputado. O time de Economia arriscava em chutes de longe e o de Ciências da Computação ameaçava com o bom atacante Deco, que quase abriu o placar em uma linda puxada de calcanhar. A equipe azul não se intimidou e inaugurou a contagem com uma ajudinha do goleiro Hugo, que aceitou o chute de Rafael. A torcida Corujina, balançando uma grande bandeira com o escudo do time, não desanimou e, sob os gritos de “Vamos virar, Tapa!”, André Lessa empatou a partida. O gol empolgou a equipe, que viveu seu melhor momento na partida. A virada quase se concretizou nos pés de Deco e Tomaz. Porém, o Seqüela parecia determinado em manter os 100% de aproveitamento na Copa Campus e, após ótima jogada de Adriano, Marcos Balassiano fez o segundo. Novos gritos pediam a virada e o time vermelho marcou mais um, com Deco. A equipe de economia tinha mais posse de bola, porém pecava na falta de agressividade. O primeiro tempo terminou no 2 a 2. 

     Não se sabe se os jogadores resolveram tomar umas cervejas com seus fanáticos torcedores ou se o frio fez o Tapa na Coruja ter uma avassaladora epidemia de gripe. Não importa o porquê, mas o fato é que o time não conseguiu repetir a atuação da primeira metade do jogo, quando equilibrou as ações com o forte Seqüela. Logo aos 35 segundos, a marcação falhou e João Paulo apareceu absolutamente livre para chutar no canto – 3 a 2. Logo depois, Adriano cabeceou na trave e Rafael aproveitou a sobra para ampliar. O domínio era do seu time e a partida já estava na mão, mas Rodrigo parece ter ficado meio “seqüelado” por um instante. Ele mandou de cabeça para trás, surpreendendo o arqueiro Gabriel e quase marcando o terceiro do adversário. Alheio ao distúrbio do seu companheiro, João Paulo deu um belo passe para Adriano marcar: 5 a 2. O Tapa na Coruja se perdeu no segundo tempo e sentia falta de Deco, referência no ataque da equipe. A torcida também deu uma diminuída no ritmo e passou a se divertir reclamando do juiz, que se sentiu numa “La Corujera”, ouvindo poucas e boas sem poder revidar. Vida de árbitro é assim mesmo. Mesmo com todos os protestos, o Seqüela não se deixou abalar e ainda fez um golaço para fechar o caixão: Balassiano tocou de letra, João Paulo ajeitou e Rafael concluiu a linda triangulação. Abdula ainda tentou de cobertura, mas não tinha mais jeito. Final de partida, 6 a 2. 

Mesmo caindo no grupo do atual campeão, o Seqüela venceu as três partidas da primeira fase e chega como sério candidato ao título na competição. Já para o Tapa na Coruja, resta agradecer aos seus torcedores pelo apoio e treinar para a décima edição da Copa Campus. A música cantada ao fim da partida já deixa bem claro que não há espaço para desânimo: “Semestre que vem tem mais!”