|
|
|||||||||||
![]() |
|||||||||||
Onze
Homens e um sufoco |
|||||||||||
Gabo Vieira |
|||||||||||
O favoritismo era da equipe de Administração, um dos times mais tradicionais da Copa, mas o Slakers não pareceu se importar. O time partiu pra cima e logo nos primeiros segundos Pauliran chutou cruzado, muito perto, deixando o grito de gol entalado na garganta. A resposta, no entanto, não tardou. Diego Quintela matou no peito com estilo e fuzilou, assustando os adversários. Os jogadores de Engenharia da Produção tocavam muito bem a bola, envolvendo o oponente por diversos momentos. Já o experiente grupo do Onze Homens, segurou a pressão e teve calma pra sair na frente. Diego Quintela dominou na pequena área e concluiu a trama de ataque, fazendo o primeiro. Um pouco mais tarde, foi a vez da “nova” estrela do esquadrão de Administração brilhar: Rui Bala, o centroavante ex-Concreto, mostrou que valeu o investimento. O matador concluiu a bela tabelinha e ampliou o marcador para 2 a 0. A equipe alviverde sentiu o baque, e o Onze se aproveitou. Numa sucessão incrível de ataques, era visível o amadurecimento do terceiro gol. Lá atrás, Rafael Pazos garantia a vantagem nas chegadas ocasionais do adversário. E o domínio se converteu em gol quando Carlos Alexandre, livre de marcação, completou o cruzamento de Diego para fazer o terceiro. A partida começava a se desenhar fácil para o time de Administração, que quase fez mais um logo depois, carimbando a trave. Contudo, tudo mudou quando Bruno Rocha chutou bonito e diminuiu para o Slakers, no finalzinho do primeiro tempo. O gol deu novo ânimo à equipe, que foi para o intervalo acreditando numa improvável reação. Os primeiros minutos da segunda etapa mostraram que os engenheiros realmente
tinham capacidade pra buscar o resultado, dando trabalho ao goleiro Rafael
Pazos, que teve excelente atuação. No contra-ataque, a
principal arma do escrete alvinegro era Carlos, que perdeu duas grandes
chances de matar o jogo. A pressão do Slakers era total; a equipe
mostrava grande volume de jogo, surpreendendo os favoritos. Entretanto,
o Onze Homens equilibrou o jogo ao longo do segundo tempo, criando diversas
chances para ampliar a vantagem. A partida era lá e cá,
e a equipe branca e verde seguia insistindo em busca do segundo gol,
mas esbarrava em Rafael Pazos, que evitou várias oportunidades
claras de gol do adversário. Do outro lado, Jones David respondeu
com uma defesa fantástica, se recuperando depois de ser driblado
pelo atacante. Faltando poucos minutos para o fim, a partida pegou fogo
de vez. A faísca foi Hermes Silvestre - ex- Onze Homens, ao concluir
o cruzamento de Bruno Rocha, deixando o Slakers a um gol do empate. Com
isso, a equipe do Fundão partiu desesperadamente pra cima e quase
foi premiada, quando João Delocco, já nos acréscimos,
soltou um foguete que raspou a trave de Rafael Pazos. A tensão
durou até o último segundo, mas o goleiro do Onze conseguiu
segurar o resultado até o final da partida.
|
|||||||||||