Nacional dá tapa na coruja... e na zebra

 

Sérgio Chateaubriand


Ano passado, o Nacional entrou na Copa como coadjuvante e terminou como a estrela principal da oitava edição, com pioneirismo de ser a primeira equipe estreante a conquistar o título. Tudo isso lhe deu status de favorita e de equipe a ser batida na nona edição. Mesmo passando um sufoco grande, conseguiu superar a boa e aguerrida equipe do Tapa na Coruja, de Ciências da Computação, e fez valer sua condição. Com gols de Arthur Pimentel, Eduardo Fonseca, Eduardo Bolsonaro e Fred Acon, os futuros advogados começaram com pé direito na luta pelo bicampeonato, garantindo a vitória por 4 a 2.

Antes do pontapé inicial, os jogadores dos dois times se confraternizaram como acontece no vôlei, passando uns pelos outros apertando as mãos. Uma bela iniciativa da comissão de arbitragem. Com a bola rolando, o Nacional foi com tudo pra cima do adversário, querendo “matar” logo o jogo. E parecia que faria isso até com certa facilidade. Acuados e demonstrando certo nervosismo, os jogadores do Tapa na Coruja assistiram ao primeiro gol do jogo e da Copa: aos quatro minutos, depois de boa troca de passes, Fred Accon fez 1 a 0. Depois do gol, o Nacional continuou pressionando, mas aí apareceu a primeira boa surpresa do dia: o goleiro Hugo Santos, do Tapa na Coruja. Seguro, firme e motivador, Hugo conseguiu fazer seu time acordar com suas defesas e gritos. A partir da metade da primeira etapa, o Tapa na Coruja foi gostando do jogo e passou a incomodar a boa defesa do adversário. Mais equilibrada, a partida ficou bem disputada, com belas jogadas e brilho intenso dos dois arqueiros. O Nacional tinha bom toque de bola, era melhor técnica e taticamente, com uma defesa que marcava em bloco de três jogadores e um pivô, Arthur Pimentel, que dava uma boa mobilidade tática à equipe. Mas o Tapa na Coruja se superava na disposição, na vontade e no talento de outra boa surpresa do dia, o atacante André Luis Caldas, o Deco, que fez os dois gols da virada do time vermelho, sendo um em cobrança de tiro livre. O primeiro tempo terminou 2 a 1 para o time de Informática.

Quem achava que a virada tinha sido um mero acaso se enganou na segunda etapa. Mais consciente, acertado e com a cabeça no lugar, o Tapa na Coruja voltou melhor, tornando o jogo muito bom de ser visto. Com três excelentes defesas nos cinco primeiros minutos, Hugo Santos era o grande destaque. Aos nove minutos, Arthur acertou a trave. Aos onze, Nelson Tinoco salvou o Nacional defendendo o que seria o terceiro gol do adversário e de André Luis. Thiago Lainetti, mesmo jogando na defesa, chegava bem pelo “Tapa”, mas foi um outro elemento surpresa que começou a definir a partida. Com muita vontade, Eduardo Bolsonaro chutou forte para empatar: 2 a 2. Depois disso, a maior experiência do Nacional, aliada ao cansaço do Tapa na Coruja, foi fundamental para a virada do pessoal de Direito. Aos 17 minutos, Eduardo Fonseca arriscou e colocou a bola no cantinho: 3 a 2. Já nos acréscimos, Arthur Pimentel foi premiado, fazendo o quarto e último gol da equipe. Placar final: Nacional 4 a 2.

Apesar do resultado, o jogo foi muito disputado. O Tapa na Coruja mostrou uma boa equipe fazendo valer a cor de sua camisa, vermelha, símbolo dos trabalhadores. Se mantiver o mesmo espírito nos próximos dois jogos do grupo Luiz Mendes, é candidato a uma das vagas. Já o Nacional também teve seus méritos e continua sendo favorito à vaga e ao título. O time parece mais consciente, maduro e ganhou bons reforços. Na próxima rodada, enfrenta o Seqüela, que lidera o grupo pelo excelente saldo conquistado com a vitória de 14 a 0 sobre O Kkrecão. Este último será o adversário do Tapa na Coruja do domingo das mães. Parafraseando o narrador Luiz Mendes, que dá nome ao grupo, podemos dizer: “Uma bela partida entre o Nacional e o Tapa na Coruja”.