Com um novo nome, um futebol promissor

 

Gabriel Bogossian


A partida realizada ontem, entre Macroartilharia e Manguemata, marcou a estréia de ambas as equipes na 9ª edição da Copa Campus. Foi um jogo limpo, com a equipe de Geografia, o Manguemata, exibindo um futebol muito entrosado, em conjunto, mas ao mesmo tempo abrindo espaço para o destaque individual de seus jogadores. Já o time do curso de Economia, por mais que lutasse, não conseguia fazer frente ao adversário. No resumo final do embate, 4 a 0 justo e três pontos na conta do novo representante originário da fusão entre as extintas equipes do Mangue e Geomata.

Desde o começo do jogo, só dava Manguemata. O time trocava passes rápidos e sempre chegava com perigo, usando e abusando de bons chutes de longe. O adversário ficava acuado com a marcação na saída de bola e a primeira chance só foi conseguida aos oito minutos, através de um chutão que o camisa 9, Thiago Pereira, sempre isolado na frente, desviou de cabeça, levando um certo perigo. A pressão teve resultado: Diogo Almeida, entrou pela esquerda e, de biquinho, tocou na saída do goleiro, 1 a 0. A pequena vantagem só aumentou a vontade da equipe de Geografia. A superioridade era nítida. A fórmula estava dando certo: jogadas bem trabalhadas e chutes poderosos. A quantidade de oportunidades era tanta, que o desperdício causou preocupação em um “técnico-torcedor” na arquibancada que disse: “Como se perde gol! Vai fazer falta isso hein!”. Como resposta, no último minuto do primeiro tempo, após jogadinha ensaiada em uma cobrança de falta a equipe fez o segundo gol, com Álvaro Carlos. A nota fair play ficou por parte do jogador Pedro Henrique, do Manguemata, que no intervalo foi falar com o jogador Heitor Felippe, da equipe adversária, que havia saído lesionado e reclamando da indiferença do juiz.

O segundo tempo começou diferente. As mudanças realizadas por ambos os times favoreceram o de Economia, que parecia querer valer a profecia do torcedor. O Macroartilharia criou mais chances nos dez primeiros minutos, do que em toda a primeira etapa. Guilherme Andrade, que havia entrado no intervalo, lutou pela bola e quase marcou o gol, a bola foi na trave, e no rebote, o camisa 6 do Macroartilharia, João Mário tentou uma bicicleta, que pareceu mais um velocípede. Aos onze, depois de escapar de mais um sufoco na zaga, a equipe que estava à frente do placar puxou um contra-ataque e o camisa 11, Bernardo Jóia, sempre perigoso fez o terceiro gol. È o velho ditado no futebol, quem não faz, leva. Com os dois times cansados o jogo foi se arrastando. Aos 16, o Manguemata mostrou a sua superioridade técnica e numa linha de passe perfeita, deu números finais à partida com Álvaro Carlos. Final: 4 a 0.

Na próxima rodada, os vencedores enfrentam a Universidad Alcoólica em busca de mais uma vitória e a consolidação da liderança isolada. Já o Macroartilharia luta pelo primeiro gol e para sair da lanterna do grupo, na partida contra o Produsoccer. É esperar pra ver!